img { max-width: 100%; height: auto; width: auto\9; /* ie8 */

30 de agosto de 2013

Desfiladeiro de 800 metros descoberto debaixo do gelo da Gronelândia

Debaixo da densa camada de gelo da Gronelândia esconde-se um gigantesco desfiladeiro, comparável, em partes, ao norte-americano Grand Canyon, anunciaram ontem investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
O vasto e até agora desconhecido desfiladeiro terá 800 metros. “É incrível descobrir algo assim, quando algumas pessoas pensam que a superfície da terra está muito bem mapeada”, explicou Jonathan Bamber, responsável principal pelo estudo.
Recorde-se que os cientistas já tinham mapeado, no ano passado, um enorme vale enterrado no gelo da Antárctida e, em 2009, uma montanha do tamanho dos Alpes, no mesmo local.
O estudo utilizou radares que penetram no gelo e foi desenvolvido com colegas investigadores do Canadá e Itália. O desfiladeiro terá 750 quilómetros de comprimento e encontra-se na parte central e norte da Gronelândia. Está enterrado em dois quilómetros de gelo.
A ravina terá o tamanho do rio Ródano, entre França e Suíça, e foi cortada por um rio antigo, que provocou erosão nas rochas, há 3,5 milhões de anos. Provavelmente, o desfiladeiro ainda desempenha um papel importante na drenagem de algum degelo por debaixo da camada de gelo.

29 de agosto de 2013

Uma central de energia solar vista do céu

São 18 mil os painéis solares que foram instalados, em apenas quatro semanas, na área de Fawley, Hampshire, Reino Unido. Os painéis ocupam o espaço de 18 campos de futebol – nove quilómetros – e são muito bem vistos pelos habitantes locais, uma vez que estão cobertos pela paisagem e são menos intrusivos que as eólicas.
As fotos foram tiradas pelo fotógrafo Tim Woodcock, de 54 anos, que passava de helicóptero enquanto voava a 300 metros do solo. A energia produzida em Fawley é suficiente para alimentar mil casas.
Quintas solares, como esta, têm-se multiplicado nas áreas rurais britânicas, sendo que um agricultor ou proprietário pode receber até €58 mil (R$ 185 mil) por ano em subsídios para as implementar.
A construção, desenho e gestão deste equipamento esteve a cargo da Anesco. Outra empresa, a Kronos Solar, tem um projecto para construir a maior quinta solar britânica, num terreno agrícola em Houghton, também no Hampshire. A proposta inclui 225.456 painéis solares num espaço de 100 campos de futebol. Caso seja concretizado, a área alimentará 31.500 casas.

28 de agosto de 2013

Nos EUA - Máquinas inovadoras oferecem dinheiro a quem reciclar.

O engenheiro Shanker Sahai desenvolveu uma máquina capaz de demonstrar o poder da reciclagem, ao mesmo tempo que permite aos utilizadores fazer um pouco de dinheiro. Conforme o utilizador deposita o seu lixo reciclável na Greenbean Recycle, ela faz um depósito imediato numa conta à escolha e armazena os dados que permitem ver quem é que mais recicla.
Nascido na Zâmbia e criado no Botswana por um pai que projectou estações de tratamento de águas residuais, Sahai iniciou-se precocemente na engenharia ambiental. Depois de se mudar para os Estados Unidos, tornou-se mais interessado nas “reverse vending machines” – máquinas que devolvem dinheiro a quem inserir recipientes recicláveis vazios. Não satisfeito com o funcionamento, decidiu criar as suas próprias máquinas recicladoras.
A sua criação diferencia-se das demais porque, além de permitir aos utilizadores recolher algum dinheiro com a prática ecológica, grava os hábitos de reciclagem de cada utilizador, permitindo a competição saudável entre pares.
Como bónus adicional, as máquinas produzem a mais alta qualidade de materiais, evitando os problemas que os tradicionais contentores enfrentam com recipientes partidos, contaminação e necessidade de transportes dos itens para as fábricas, explica o Inhabitat.
“Quando os utilizadores vêm os seus nomes num painel de pontuações são mais encorajados a voltar e continuar a reciclar”, explica Sahai. “Reciclar é uma tarefa aborrecida e, por vezes, não sabemos de que forma o nosso esforço faz a diferença ou até mesmo se o objeto é reciclado ou reutilizado, pelo que mostrar ao utilizador que até uma garrafa ou uma lata faz a diferença em tempo real o encoraja a continuar a reciclar.”
As estatísticas de sustentabilidade em tempo real podem ser acompanhadas através do site Greenbean Recycle, onde os potenciais utilizadores também podem configurar um perfil pessoal para entrar no sistema.
Até agora, a página informa que foram desviados dos aterros mais de 16 mil Kg de lixo, economizando-se assim cerca de 33.265 kWh de energia.

27 de agosto de 2013

iPhone gasta mais energia que o frigorífico

Um iPhone gasta mais energia por ano que um frigorífico, segundo um relatório do Digital Power Group sobre a quantidade de electricidade usada na economia digital e sector das TIC (tecnologias de informação e comunicação). Segundo o estudo, liderado por Mark Mills, CEO do Digital Power Group, o sistema TIC gasta tanta electricidade, hoje, como o consumo global do Planeta em 1985.
O estudo foi encomendado pela National Mining Association e America Coalition for Clean Coal Electricity e avança que o sistema TIC precisará de cada vez mais eletricidade, à medida que os gadgets e aparelhos que hoje possuímos se tornam mais poderosos e acessíveis a mais pessoas.
“A nuvem utiliza energia de forma diferente dos outros sectores da economia. Iluminação, aquecimento, arrefecimento e transporte – todos eles têm limites. Só podemos aquecer a nossa casa até um certo ponto, ou podemos conduzir até ao nosso destino. Só porque o meu carro pode ir vezes sem conta até Washington, não quer dizer que eu o faça”, elabora Bryan Wash, na Time. E conclui: “O valor do sistema TIC é que ele está ligado sempre. Desde os computadores aos centros de dados gigantescos, ao nosso iPhone, não há quebras de tempo. Eu não sou a única pessoa no mundo a deixar o iPhone ligado durante a noite para qualquer emergência, porque já não tenho telefone fixo”, continua.
Segundo Walsh, isto significa que há uma procura constante para eletricidade, e à medida que a nuvem fica maior e mais dos nossos gadgets funcionam em redes sem fios, vamos precisar de mais electricidade.
No estudo, Mark Mills dá um exemplo: precisamos de mais eletricidade para vermos um filme em HD, online, numa rede sem fios, do que se víssemos num DVD, que foi fabricado e transportado para nossa casa.
De acordo com o autor, e por mais preocupações tenhamos com a eletricidade que consumimos – mudar para iluminação eficiente, desligar o stand-by –, a partir do momento em que estamos ligados à nuvem tornamo-nos “vampiros de energia”.
Ironicamente, são os jovens com maior consciência ambiental – que compram cada vez menos carros, andam de transportes públicos ou vivem em espaços mais pequenos – que têm esta necessidade de estarem sempre ligados. Com as respetivas consequências para a sustentabilidade.

26 de agosto de 2013

A sardinha portuguesa é sustentável?

Durante um ano, em 2012, o Marine Stewardship Council (MSC) retirou a certificação ambiental à sardinha portuguesa. Em Janeiro, a indústria pesqueira portuguesa recuperou esta certificação, o reconhecimento do MSC ao esforço da pesca de cerco – é que mais de 90% da sardinha portuguesa é capturada desta forma.
“Através do sonar e sondas, detetamos o cardume. Temos uma rede e tentamos manter o peixe lá dentro, o que por vezes não acontece. Basicamente, cercamos o peixe e tentamos puxá-lo por baixo”, explicou ao Economia Verde o mestre de cercadora Carlos Varela.
A decisão de largar a rede é tomada quando o tamanho do peixe o justifica. Em toda a costa atlântica, de Matosinhos a Olhão, a pesca é controlada – como em Peniche, onde o Economia Verde filmou estas imagens.
“De acordo com o plano de gestão, que está em vigor e é aceite pelo sector, existe um limite de captura, para 2013, de 36 mil toneladas. Esta é a quota portuguesa”, revela a bióloga Alexandra Silva.
Mas há mais condições. Há uma paragem de 45 dias da frota, também obrigatória: “São medidas que visam uma certa contenção da captura, sobretudo num momento de baixa produtividade”, continua Alexandra Silva.
Na verdade, a monitorização é constante e exigida pela certificação ambiental, que dura cinco anos. Esta certificação tem também atualizações periódicas, pelo que a indústria pesqueira português está em constante mudança e melhoria. Só assim ela pode sobreviver e cumprir os requisitos pedidos pelos consumidores, os estrangeiros e, cada vez mais, os portugueses.
 
 

25 de agosto de 2013

Nunca houve tão poucos a descontar para a Segurança Social

Nunca em Portugal houve tão poucos contribuintes a descontar para a Segurança Social. Cada vez há mais pensionistas e outros beneficiários a receber, mas o número dos que contribuem está sucessivamente a baixar.
As contas estão feitas na edição deste sábado do “Diário de Notícias”.
Em Junho, 2,9 milhões de pessoas faziam  descontos para a Segurança Social, o número mais baixo de sempre, segundo dados do Instituto de Informática e Estatística da Solidariedade (IIES) referidos pelo jornal.
Por outro lado, os pensionistas ultrapassaram os dois milhões em Maio.
Contando com os 393 mil beneficiários do subsídio de desemprego, os 105 mil com subsídio de doença e o milhão e 200 mil de titulares de abono de família, são 3,7 milhões de beneficiários.
Além disso, as contribuições são agora mais baixas, uma situação provocada pelas novas regras para atribuição do subsídio de desemprego, que levam a que as pessoas tenham de aceitar empregos com salários mais baixos, pelos cortes nas indemnizações, o congelamento do salário mínimo e, ainda, a emigração.
O resultado é que os saldos da Segurança Social e a sustentabilidade do sistema estão cada vez mais em risco.

24 de agosto de 2013

Aquecimento global pode originar répteis gigantes

Devido à descoberta de um fóssil de lagarto gigante na Birmânia, os cientistas acreditam que um aumento da temperatura registado há 40 milhões de anos levou os herbívoros a atingirem um comprimento de três metros. O aquecimento global atual pode vir a provocar novamente este crescimento nos animais.
O fóssil do lagarto gigante foi originalmente descoberto em 1970, mas apenas recentemente os paleontólogos o começaram a estudar. A existência de picos ao longo do interior da boca sugere que o animal poderia ter um pedaço de pele na garganta – e que era provavelmente um herbívoro.
Pensa-se que o espécime tivesse quase dois metros de comprimento, desde o focinho até à cauda. Pesaria cerca de 30 Kg, com um aspeto
semelhante aos dragões barbudos modernos – mas com seis vezes o seu tamanho.
Crê-se que as temperaturas no momento em que o lagarto passeou pela Terra – há cerca de 40 milhões de anos – fossem significativamente mais quentes do que o clima atual. Nessa altura, terá sido o calor que ajudou os animais de sangue frio a crescerem.
Os cientistas acreditam que alguns répteis modernos também ainda hoje podem crescer, mediante o aumento das temperaturas globais. Isto associado a habitats onde não haja predadores e exista uma grande variedade de plantas para alimentação.
Eles acrescentam que, se as temperaturas globais subirem a um ritmo que preserve os habitats naturais, a Terra poderá vir a ter lagartos, tartarugas, cobras e crocodilos gigantes.