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16 de novembro de 2013

China vai tornar menos rígida política do filho único



A China vai tornar menos rígido o controlo de nascimentos feitor através da política do filho único, lançada em 1979, anunciou esta sexta-feira a agência de notícias oficial Nova China (Xinhua em mandarim).


Assim, diz a agência, citada pela AFP, os casais em que pelo menos um dos cônjuges seja ele mesmo filho único passarão a estar autorizados a ter dois filhos. Atualmente a lei chinesa não autoriza os casais a terem mais do que um filho, mas já existiam algumas exceções.
Segundo a Nova China, está é "uma grande decisão" revelada esta sexta-feira pelo Partido Comunista chinês. A China é, atualmente, o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,3 mil milhões de habitantes. "A política dos nascimentos será ajustada e melhorada progressivamente para promover o equilíbrio a longo prazo da população da China".
Além desta medida, refere ainda a mesma agência noticiosa chinesa, a China vai abolir o seu sistema de "reeducação pelo trabalho". Segundo esta medida as pessoas podiam ser enviadas durante anos para campos sem terem tido direito a julgamento nem a uma decisão da justiça.
O sistema de reeducação pelo trabalho, laojiao em mandarim, é impopular e utilizado pela polícia contra delinquentes, mas também pelas autoridades locais contra qualquer contestatário de que queira livrar-se. Por simples decisão da polícia, um tal sistema permite enviar pessoas para estes campos durante pelo menos quatro anos, sem ser preciso, para isso, passar pelos tribunais.
Introduzidos no tempo de Mao Tsé-tung em 1957, o sistema é vivamente contestado por causa dos abusos que permite, nomeadamente por parte de quadros locais que procuram silenciar os seus opositores ou os internautas que os criticam ou denunciam os seus abusos. Segundo um relatório publicado pelas Nações Unidas em 2009, havia 190 mil pessoas detidas na China neste tipo de campos.

5 de novembro de 2013

Trovoadas em Portugal podem estar a aumentar

O instituto de meteorologia está a estudar um possível aumento das trovoadas em Portugal, como têm detectado as empresas de electricidade ou telecomunicações, e quer reforçar a rede de observação para poder fazer previsões com meia hora de antecedência.
"Aparentemente tem sido evocado pelos operadores igualmente um aumento de trovoadas atmosféricas e temos um grupo a trabalhar nesse assunto", com colaboração da EDP Distribuição, disse à Lusa o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Jorge Miranda.
O presidente do IPMA especificou que "existe, aparentemente, um aumento significativo de trovoadas em Portugal, em particular no continente, e vai ser absolutamente necessário reforçar a rede de observação".
O tema faz parte do trabalho conjunto que o instituto desenvolve com entidades parceiras de outros países, como a China, já que "este aumento não está a ser observado apenas em Portugal", mas também com as empresas e instituições dos sectores afectados.
"Não temos ainda uma avaliação científica do assunto", mas "estamos a rever todos os dados das últimas décadas para detectar se existem sinais de variação e encaramos seriamente, em colaboração internacional, o reforço da rede de observação", realçou Jorge Miranda.
Entre as actividades mais afectadas pelos fenómenos naturais, como vento ou trovoada, estão as telecomunicações, a rede de distribuição energética e a aviação.
"Alguns parâmetros de variação do clima têm sido detectados em particular pelas empresas que trabalham no território nacional e que são muito sensíveis às variações das condições atmosféricas que envolvem o vento e, no ano passado, tivemos dois ou três acontecimentos de máximos de vento com prejuízos muito significativos nas linhas de transmissão de energia", explicou.
Jorge Miranda salientou que este é um trabalho de "enorme responsabilidade" pois qualquer variação cientificamente estabelecida poderá envolver variações dos prémios dos seguros, dos níveis de responsabilidade, dos standards de construção dos edifícios e das linhas de transmissão.
"Só uma autoridade independente que não dependa de interesses, para quem o país seja a única prioridade, é que tem a capacidade de fazer este tipo de avaliação", defendeu o presidente do instituto.
A frequência dos fenómenos meteorológicos extremos parece estar a aumentar, mas a capacidade do IPMA de seguir estas situações "é razoável", garantiu Jorge Miranda.
Realçou que, se o IPMA terminar a rede de radares e melhorar a rede de trovoadas, será capaz de "seguir com uma hora ou meia hora de antecedência todos os fenómenos extremos", o que já é realizado para a aviação.
Os operadores de telecomunicações, de energia ou transportes "vão ter de se preparar na próxima década para modificações na forma de trabalhar, para saber gerir a informação de que, por exemplo, há um pico de vento previsto para a próxima meia hora", resumiu o presidente do IPMA.

4 de novembro de 2013

Programa português de repovoamento rural já tem 1.279 famílias inscritas

O programa Novos Povoadores, que promove o repovoamento rural em Portugal, conta já com 1279 famílias inscritas, num total de 3.500 pessoas. Destas, apenas 197 têm experiência de vida no campo, segundo explicam os responsáveis pelo programa na sua página de Facebook.
“Migrar para o meio rural não é estar presente ao passado, é ter saudades do futuro”, explicam os responsáveis pelo Novos Povoadores.
O Novos Povoadores é um projecto de Frederico Lucas, Alexandre Ferraz e Ana Linhares, que querem ajudar os portugueses a deixar as grandes cidades, como Lisboa, e repovoar os territórios rurais.
Em Junho de 2011, como pode relembra na entrevista exclusiva ao Green Savers
, o Novos Povoadores preparava-se para colocar as primeiras 50 famílias – das 540 que já se tinham então inscrito.
Segundo estes responsáveis, o êxodo rural é hoje maioritariamente composto por jovens, que o fazem para aceder a cursos superiores e para as primeiras experiências profissionais. No entanto, quando chegam a uma faixa etária superior – 35-45 anos e mais de 10 anos de experiência profissional – muitos profissionais querem avançar para um projecto migratório.
O Novos Povoadores defende soluções de co-working e não de teletrabalho – uma vez que esta última exige uma grande disciplina individual para resistir ao conforto do sofá e outras mordomias domésticas.
“Há óbvias vantagens em ganhos de produtividade e no desenvolvimento de novos produtos e serviços. A partilha de um espaço de trabalho com pessoas cuja actividade pode não ter nada a ver com a nossa, é o viveiro ideal para que surjam sinergias inesperadas que traduzam soluções comerciais inovadoras, diferenciadas, e mais competitivas”, explicam.