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28 de outubro de 2013

E se Portugal perder um quarto da população?

    O Alentejo perdeu um quarto da sua população em 50 anos. Para a demógrafa Maria João Valente Rosa, é o que poderá suceder a Portugal inteiro dentro de 20 anos.
    Nas últimas cinco décadas, a população residente no país aumentou em 1,6 milhões de habitantes.   No mesmo período, a região de Lisboa praticamente duplicou a população e o Alentejo perdeu cerca de um quarto da mesma. A demógrafa sublinha que nem todos os territórios têm as mesmas dinâmicas, mas refere que o cenário alentejano pode vir a ser o espelho de um país despovoado e envelhecido.

   "Globalmente, e na região alentejana, há cerca de duas pessoas com 65 e mais anos por cada jovem", diz Maria João Valente Rosa, que participou na Universidade de Évora num debate sob o mote "O interior está em risco de desaparecer?". Em termos nacionais, acrescenta, "isto ainda não acontece, mas esta situação também irá acontecer à escala nacional daqui a duas décadas".
Para a demógrafa, contrariar esta tendência pode fazer-se nomeadamente através de decisões e políticas de desenvolvimento, comportamentos ou vontades.

26 de outubro de 2013

Mudança de hora: No domingo, o inverno faz-se sentir no relógio

 
 
O inverno vai começar a fazer-se sentir no relógio, a partir deste domingo, na madrugada de 27 de outubro, com os relógios a recuarem 60 minutos às 2h00, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa.

No Continente e na Madeira, a atualização faz-se às 2h00, enquanto nos Açores sucede à 1h00 (os ponteiros recuam até às 00h00). Uma vez que o fuso horário é diferente em solo açoriano, a alteração de hora é, deste m
odo, feita em simultâneo em todo o território nacional.

Assim, na madrugada de domingo será possível dormir mais uma hora sem que tal se repercuta na hora de acordar. Recuando uma hora, os relógios permitem mais 60 minutos de sono.
Outros efeitos desta mudança da hora legal são os dias mais curtos e as noites mais longas. O inverno, que se tem apresentado com as chuvas fortes em quase todo o território, faz-se sentir no relógio.

25 de outubro de 2013

Energia solar bate eólica pela primeira vez em 2013

A capacidade instalada de energia solar irá, pela primeira vez de sempre, superar a da energia eólica em termos globais, de acordo com dados da Bloomberg New Energy Finance. “As fábricas fotovoltaicas irão acrescentar 36.7 gigawatts globalmente em 2013, contra 35,5 gigawatts da energia eólica – quase 25% menos do que no ano passado”, explicou hoje a empresa de pesquisa em comunicado.
De acordo com a Bloomberg, a energia solar irá aumentar a sua capacidade em 20%, tendo em conta os números de 2012. A empresa avança ainda que estes números têm apenas em conta a energia solar fotovoltaica. Muitos locais usam aquecedores de água a energia solar e há ainda centrais solares que geram energia directamente do sol – em vez de o fazer por via fotovoltaica.
Estes dados têm como pano de fundo a contínua redução do custo da energia solar por watt e os incentivos governamentais vindos de países como o Japão ou China. Por outro lado, a energia eólica, que ainda há dois anos crescia duas vezes mais que a energia solar, tem abrandado na Europa, Estados Unidos e China. Isto deve-se, também, à falta de clareza da política energética.
Até 2030, estas duas tecnologias irão contribuir, quase irmãmente, para a nova de electricidade global. A energia eólica deverá representar 17% da energia global em 2030 – actualmente representa 5% -, enquanto a energia solar representará 16% – hoje, este número situa-se nos 2%.