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16 de novembro de 2013

China vai tornar menos rígida política do filho único



A China vai tornar menos rígido o controlo de nascimentos feitor através da política do filho único, lançada em 1979, anunciou esta sexta-feira a agência de notícias oficial Nova China (Xinhua em mandarim).


Assim, diz a agência, citada pela AFP, os casais em que pelo menos um dos cônjuges seja ele mesmo filho único passarão a estar autorizados a ter dois filhos. Atualmente a lei chinesa não autoriza os casais a terem mais do que um filho, mas já existiam algumas exceções.
Segundo a Nova China, está é "uma grande decisão" revelada esta sexta-feira pelo Partido Comunista chinês. A China é, atualmente, o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,3 mil milhões de habitantes. "A política dos nascimentos será ajustada e melhorada progressivamente para promover o equilíbrio a longo prazo da população da China".
Além desta medida, refere ainda a mesma agência noticiosa chinesa, a China vai abolir o seu sistema de "reeducação pelo trabalho". Segundo esta medida as pessoas podiam ser enviadas durante anos para campos sem terem tido direito a julgamento nem a uma decisão da justiça.
O sistema de reeducação pelo trabalho, laojiao em mandarim, é impopular e utilizado pela polícia contra delinquentes, mas também pelas autoridades locais contra qualquer contestatário de que queira livrar-se. Por simples decisão da polícia, um tal sistema permite enviar pessoas para estes campos durante pelo menos quatro anos, sem ser preciso, para isso, passar pelos tribunais.
Introduzidos no tempo de Mao Tsé-tung em 1957, o sistema é vivamente contestado por causa dos abusos que permite, nomeadamente por parte de quadros locais que procuram silenciar os seus opositores ou os internautas que os criticam ou denunciam os seus abusos. Segundo um relatório publicado pelas Nações Unidas em 2009, havia 190 mil pessoas detidas na China neste tipo de campos.

5 de novembro de 2013

Trovoadas em Portugal podem estar a aumentar

O instituto de meteorologia está a estudar um possível aumento das trovoadas em Portugal, como têm detectado as empresas de electricidade ou telecomunicações, e quer reforçar a rede de observação para poder fazer previsões com meia hora de antecedência.
"Aparentemente tem sido evocado pelos operadores igualmente um aumento de trovoadas atmosféricas e temos um grupo a trabalhar nesse assunto", com colaboração da EDP Distribuição, disse à Lusa o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Jorge Miranda.
O presidente do IPMA especificou que "existe, aparentemente, um aumento significativo de trovoadas em Portugal, em particular no continente, e vai ser absolutamente necessário reforçar a rede de observação".
O tema faz parte do trabalho conjunto que o instituto desenvolve com entidades parceiras de outros países, como a China, já que "este aumento não está a ser observado apenas em Portugal", mas também com as empresas e instituições dos sectores afectados.
"Não temos ainda uma avaliação científica do assunto", mas "estamos a rever todos os dados das últimas décadas para detectar se existem sinais de variação e encaramos seriamente, em colaboração internacional, o reforço da rede de observação", realçou Jorge Miranda.
Entre as actividades mais afectadas pelos fenómenos naturais, como vento ou trovoada, estão as telecomunicações, a rede de distribuição energética e a aviação.
"Alguns parâmetros de variação do clima têm sido detectados em particular pelas empresas que trabalham no território nacional e que são muito sensíveis às variações das condições atmosféricas que envolvem o vento e, no ano passado, tivemos dois ou três acontecimentos de máximos de vento com prejuízos muito significativos nas linhas de transmissão de energia", explicou.
Jorge Miranda salientou que este é um trabalho de "enorme responsabilidade" pois qualquer variação cientificamente estabelecida poderá envolver variações dos prémios dos seguros, dos níveis de responsabilidade, dos standards de construção dos edifícios e das linhas de transmissão.
"Só uma autoridade independente que não dependa de interesses, para quem o país seja a única prioridade, é que tem a capacidade de fazer este tipo de avaliação", defendeu o presidente do instituto.
A frequência dos fenómenos meteorológicos extremos parece estar a aumentar, mas a capacidade do IPMA de seguir estas situações "é razoável", garantiu Jorge Miranda.
Realçou que, se o IPMA terminar a rede de radares e melhorar a rede de trovoadas, será capaz de "seguir com uma hora ou meia hora de antecedência todos os fenómenos extremos", o que já é realizado para a aviação.
Os operadores de telecomunicações, de energia ou transportes "vão ter de se preparar na próxima década para modificações na forma de trabalhar, para saber gerir a informação de que, por exemplo, há um pico de vento previsto para a próxima meia hora", resumiu o presidente do IPMA.

4 de novembro de 2013

Programa português de repovoamento rural já tem 1.279 famílias inscritas

O programa Novos Povoadores, que promove o repovoamento rural em Portugal, conta já com 1279 famílias inscritas, num total de 3.500 pessoas. Destas, apenas 197 têm experiência de vida no campo, segundo explicam os responsáveis pelo programa na sua página de Facebook.
“Migrar para o meio rural não é estar presente ao passado, é ter saudades do futuro”, explicam os responsáveis pelo Novos Povoadores.
O Novos Povoadores é um projecto de Frederico Lucas, Alexandre Ferraz e Ana Linhares, que querem ajudar os portugueses a deixar as grandes cidades, como Lisboa, e repovoar os territórios rurais.
Em Junho de 2011, como pode relembra na entrevista exclusiva ao Green Savers
, o Novos Povoadores preparava-se para colocar as primeiras 50 famílias – das 540 que já se tinham então inscrito.
Segundo estes responsáveis, o êxodo rural é hoje maioritariamente composto por jovens, que o fazem para aceder a cursos superiores e para as primeiras experiências profissionais. No entanto, quando chegam a uma faixa etária superior – 35-45 anos e mais de 10 anos de experiência profissional – muitos profissionais querem avançar para um projecto migratório.
O Novos Povoadores defende soluções de co-working e não de teletrabalho – uma vez que esta última exige uma grande disciplina individual para resistir ao conforto do sofá e outras mordomias domésticas.
“Há óbvias vantagens em ganhos de produtividade e no desenvolvimento de novos produtos e serviços. A partilha de um espaço de trabalho com pessoas cuja actividade pode não ter nada a ver com a nossa, é o viveiro ideal para que surjam sinergias inesperadas que traduzam soluções comerciais inovadoras, diferenciadas, e mais competitivas”, explicam.

28 de outubro de 2013

E se Portugal perder um quarto da população?

    O Alentejo perdeu um quarto da sua população em 50 anos. Para a demógrafa Maria João Valente Rosa, é o que poderá suceder a Portugal inteiro dentro de 20 anos.
    Nas últimas cinco décadas, a população residente no país aumentou em 1,6 milhões de habitantes.   No mesmo período, a região de Lisboa praticamente duplicou a população e o Alentejo perdeu cerca de um quarto da mesma. A demógrafa sublinha que nem todos os territórios têm as mesmas dinâmicas, mas refere que o cenário alentejano pode vir a ser o espelho de um país despovoado e envelhecido.

   "Globalmente, e na região alentejana, há cerca de duas pessoas com 65 e mais anos por cada jovem", diz Maria João Valente Rosa, que participou na Universidade de Évora num debate sob o mote "O interior está em risco de desaparecer?". Em termos nacionais, acrescenta, "isto ainda não acontece, mas esta situação também irá acontecer à escala nacional daqui a duas décadas".
Para a demógrafa, contrariar esta tendência pode fazer-se nomeadamente através de decisões e políticas de desenvolvimento, comportamentos ou vontades.

26 de outubro de 2013

Mudança de hora: No domingo, o inverno faz-se sentir no relógio

 
 
O inverno vai começar a fazer-se sentir no relógio, a partir deste domingo, na madrugada de 27 de outubro, com os relógios a recuarem 60 minutos às 2h00, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa.

No Continente e na Madeira, a atualização faz-se às 2h00, enquanto nos Açores sucede à 1h00 (os ponteiros recuam até às 00h00). Uma vez que o fuso horário é diferente em solo açoriano, a alteração de hora é, deste m
odo, feita em simultâneo em todo o território nacional.

Assim, na madrugada de domingo será possível dormir mais uma hora sem que tal se repercuta na hora de acordar. Recuando uma hora, os relógios permitem mais 60 minutos de sono.
Outros efeitos desta mudança da hora legal são os dias mais curtos e as noites mais longas. O inverno, que se tem apresentado com as chuvas fortes em quase todo o território, faz-se sentir no relógio.

25 de outubro de 2013

Energia solar bate eólica pela primeira vez em 2013

A capacidade instalada de energia solar irá, pela primeira vez de sempre, superar a da energia eólica em termos globais, de acordo com dados da Bloomberg New Energy Finance. “As fábricas fotovoltaicas irão acrescentar 36.7 gigawatts globalmente em 2013, contra 35,5 gigawatts da energia eólica – quase 25% menos do que no ano passado”, explicou hoje a empresa de pesquisa em comunicado.
De acordo com a Bloomberg, a energia solar irá aumentar a sua capacidade em 20%, tendo em conta os números de 2012. A empresa avança ainda que estes números têm apenas em conta a energia solar fotovoltaica. Muitos locais usam aquecedores de água a energia solar e há ainda centrais solares que geram energia directamente do sol – em vez de o fazer por via fotovoltaica.
Estes dados têm como pano de fundo a contínua redução do custo da energia solar por watt e os incentivos governamentais vindos de países como o Japão ou China. Por outro lado, a energia eólica, que ainda há dois anos crescia duas vezes mais que a energia solar, tem abrandado na Europa, Estados Unidos e China. Isto deve-se, também, à falta de clareza da política energética.
Até 2030, estas duas tecnologias irão contribuir, quase irmãmente, para a nova de electricidade global. A energia eólica deverá representar 17% da energia global em 2030 – actualmente representa 5% -, enquanto a energia solar representará 16% – hoje, este número situa-se nos 2%.

30 de agosto de 2013

Desfiladeiro de 800 metros descoberto debaixo do gelo da Gronelândia

Debaixo da densa camada de gelo da Gronelândia esconde-se um gigantesco desfiladeiro, comparável, em partes, ao norte-americano Grand Canyon, anunciaram ontem investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
O vasto e até agora desconhecido desfiladeiro terá 800 metros. “É incrível descobrir algo assim, quando algumas pessoas pensam que a superfície da terra está muito bem mapeada”, explicou Jonathan Bamber, responsável principal pelo estudo.
Recorde-se que os cientistas já tinham mapeado, no ano passado, um enorme vale enterrado no gelo da Antárctida e, em 2009, uma montanha do tamanho dos Alpes, no mesmo local.
O estudo utilizou radares que penetram no gelo e foi desenvolvido com colegas investigadores do Canadá e Itália. O desfiladeiro terá 750 quilómetros de comprimento e encontra-se na parte central e norte da Gronelândia. Está enterrado em dois quilómetros de gelo.
A ravina terá o tamanho do rio Ródano, entre França e Suíça, e foi cortada por um rio antigo, que provocou erosão nas rochas, há 3,5 milhões de anos. Provavelmente, o desfiladeiro ainda desempenha um papel importante na drenagem de algum degelo por debaixo da camada de gelo.

29 de agosto de 2013

Uma central de energia solar vista do céu

São 18 mil os painéis solares que foram instalados, em apenas quatro semanas, na área de Fawley, Hampshire, Reino Unido. Os painéis ocupam o espaço de 18 campos de futebol – nove quilómetros – e são muito bem vistos pelos habitantes locais, uma vez que estão cobertos pela paisagem e são menos intrusivos que as eólicas.
As fotos foram tiradas pelo fotógrafo Tim Woodcock, de 54 anos, que passava de helicóptero enquanto voava a 300 metros do solo. A energia produzida em Fawley é suficiente para alimentar mil casas.
Quintas solares, como esta, têm-se multiplicado nas áreas rurais britânicas, sendo que um agricultor ou proprietário pode receber até €58 mil (R$ 185 mil) por ano em subsídios para as implementar.
A construção, desenho e gestão deste equipamento esteve a cargo da Anesco. Outra empresa, a Kronos Solar, tem um projecto para construir a maior quinta solar britânica, num terreno agrícola em Houghton, também no Hampshire. A proposta inclui 225.456 painéis solares num espaço de 100 campos de futebol. Caso seja concretizado, a área alimentará 31.500 casas.

28 de agosto de 2013

Nos EUA - Máquinas inovadoras oferecem dinheiro a quem reciclar.

O engenheiro Shanker Sahai desenvolveu uma máquina capaz de demonstrar o poder da reciclagem, ao mesmo tempo que permite aos utilizadores fazer um pouco de dinheiro. Conforme o utilizador deposita o seu lixo reciclável na Greenbean Recycle, ela faz um depósito imediato numa conta à escolha e armazena os dados que permitem ver quem é que mais recicla.
Nascido na Zâmbia e criado no Botswana por um pai que projectou estações de tratamento de águas residuais, Sahai iniciou-se precocemente na engenharia ambiental. Depois de se mudar para os Estados Unidos, tornou-se mais interessado nas “reverse vending machines” – máquinas que devolvem dinheiro a quem inserir recipientes recicláveis vazios. Não satisfeito com o funcionamento, decidiu criar as suas próprias máquinas recicladoras.
A sua criação diferencia-se das demais porque, além de permitir aos utilizadores recolher algum dinheiro com a prática ecológica, grava os hábitos de reciclagem de cada utilizador, permitindo a competição saudável entre pares.
Como bónus adicional, as máquinas produzem a mais alta qualidade de materiais, evitando os problemas que os tradicionais contentores enfrentam com recipientes partidos, contaminação e necessidade de transportes dos itens para as fábricas, explica o Inhabitat.
“Quando os utilizadores vêm os seus nomes num painel de pontuações são mais encorajados a voltar e continuar a reciclar”, explica Sahai. “Reciclar é uma tarefa aborrecida e, por vezes, não sabemos de que forma o nosso esforço faz a diferença ou até mesmo se o objeto é reciclado ou reutilizado, pelo que mostrar ao utilizador que até uma garrafa ou uma lata faz a diferença em tempo real o encoraja a continuar a reciclar.”
As estatísticas de sustentabilidade em tempo real podem ser acompanhadas através do site Greenbean Recycle, onde os potenciais utilizadores também podem configurar um perfil pessoal para entrar no sistema.
Até agora, a página informa que foram desviados dos aterros mais de 16 mil Kg de lixo, economizando-se assim cerca de 33.265 kWh de energia.

27 de agosto de 2013

iPhone gasta mais energia que o frigorífico

Um iPhone gasta mais energia por ano que um frigorífico, segundo um relatório do Digital Power Group sobre a quantidade de electricidade usada na economia digital e sector das TIC (tecnologias de informação e comunicação). Segundo o estudo, liderado por Mark Mills, CEO do Digital Power Group, o sistema TIC gasta tanta electricidade, hoje, como o consumo global do Planeta em 1985.
O estudo foi encomendado pela National Mining Association e America Coalition for Clean Coal Electricity e avança que o sistema TIC precisará de cada vez mais eletricidade, à medida que os gadgets e aparelhos que hoje possuímos se tornam mais poderosos e acessíveis a mais pessoas.
“A nuvem utiliza energia de forma diferente dos outros sectores da economia. Iluminação, aquecimento, arrefecimento e transporte – todos eles têm limites. Só podemos aquecer a nossa casa até um certo ponto, ou podemos conduzir até ao nosso destino. Só porque o meu carro pode ir vezes sem conta até Washington, não quer dizer que eu o faça”, elabora Bryan Wash, na Time. E conclui: “O valor do sistema TIC é que ele está ligado sempre. Desde os computadores aos centros de dados gigantescos, ao nosso iPhone, não há quebras de tempo. Eu não sou a única pessoa no mundo a deixar o iPhone ligado durante a noite para qualquer emergência, porque já não tenho telefone fixo”, continua.
Segundo Walsh, isto significa que há uma procura constante para eletricidade, e à medida que a nuvem fica maior e mais dos nossos gadgets funcionam em redes sem fios, vamos precisar de mais electricidade.
No estudo, Mark Mills dá um exemplo: precisamos de mais eletricidade para vermos um filme em HD, online, numa rede sem fios, do que se víssemos num DVD, que foi fabricado e transportado para nossa casa.
De acordo com o autor, e por mais preocupações tenhamos com a eletricidade que consumimos – mudar para iluminação eficiente, desligar o stand-by –, a partir do momento em que estamos ligados à nuvem tornamo-nos “vampiros de energia”.
Ironicamente, são os jovens com maior consciência ambiental – que compram cada vez menos carros, andam de transportes públicos ou vivem em espaços mais pequenos – que têm esta necessidade de estarem sempre ligados. Com as respetivas consequências para a sustentabilidade.

26 de agosto de 2013

A sardinha portuguesa é sustentável?

Durante um ano, em 2012, o Marine Stewardship Council (MSC) retirou a certificação ambiental à sardinha portuguesa. Em Janeiro, a indústria pesqueira portuguesa recuperou esta certificação, o reconhecimento do MSC ao esforço da pesca de cerco – é que mais de 90% da sardinha portuguesa é capturada desta forma.
“Através do sonar e sondas, detetamos o cardume. Temos uma rede e tentamos manter o peixe lá dentro, o que por vezes não acontece. Basicamente, cercamos o peixe e tentamos puxá-lo por baixo”, explicou ao Economia Verde o mestre de cercadora Carlos Varela.
A decisão de largar a rede é tomada quando o tamanho do peixe o justifica. Em toda a costa atlântica, de Matosinhos a Olhão, a pesca é controlada – como em Peniche, onde o Economia Verde filmou estas imagens.
“De acordo com o plano de gestão, que está em vigor e é aceite pelo sector, existe um limite de captura, para 2013, de 36 mil toneladas. Esta é a quota portuguesa”, revela a bióloga Alexandra Silva.
Mas há mais condições. Há uma paragem de 45 dias da frota, também obrigatória: “São medidas que visam uma certa contenção da captura, sobretudo num momento de baixa produtividade”, continua Alexandra Silva.
Na verdade, a monitorização é constante e exigida pela certificação ambiental, que dura cinco anos. Esta certificação tem também atualizações periódicas, pelo que a indústria pesqueira português está em constante mudança e melhoria. Só assim ela pode sobreviver e cumprir os requisitos pedidos pelos consumidores, os estrangeiros e, cada vez mais, os portugueses.
 
 

25 de agosto de 2013

Nunca houve tão poucos a descontar para a Segurança Social

Nunca em Portugal houve tão poucos contribuintes a descontar para a Segurança Social. Cada vez há mais pensionistas e outros beneficiários a receber, mas o número dos que contribuem está sucessivamente a baixar.
As contas estão feitas na edição deste sábado do “Diário de Notícias”.
Em Junho, 2,9 milhões de pessoas faziam  descontos para a Segurança Social, o número mais baixo de sempre, segundo dados do Instituto de Informática e Estatística da Solidariedade (IIES) referidos pelo jornal.
Por outro lado, os pensionistas ultrapassaram os dois milhões em Maio.
Contando com os 393 mil beneficiários do subsídio de desemprego, os 105 mil com subsídio de doença e o milhão e 200 mil de titulares de abono de família, são 3,7 milhões de beneficiários.
Além disso, as contribuições são agora mais baixas, uma situação provocada pelas novas regras para atribuição do subsídio de desemprego, que levam a que as pessoas tenham de aceitar empregos com salários mais baixos, pelos cortes nas indemnizações, o congelamento do salário mínimo e, ainda, a emigração.
O resultado é que os saldos da Segurança Social e a sustentabilidade do sistema estão cada vez mais em risco.

24 de agosto de 2013

Aquecimento global pode originar répteis gigantes

Devido à descoberta de um fóssil de lagarto gigante na Birmânia, os cientistas acreditam que um aumento da temperatura registado há 40 milhões de anos levou os herbívoros a atingirem um comprimento de três metros. O aquecimento global atual pode vir a provocar novamente este crescimento nos animais.
O fóssil do lagarto gigante foi originalmente descoberto em 1970, mas apenas recentemente os paleontólogos o começaram a estudar. A existência de picos ao longo do interior da boca sugere que o animal poderia ter um pedaço de pele na garganta – e que era provavelmente um herbívoro.
Pensa-se que o espécime tivesse quase dois metros de comprimento, desde o focinho até à cauda. Pesaria cerca de 30 Kg, com um aspeto
semelhante aos dragões barbudos modernos – mas com seis vezes o seu tamanho.
Crê-se que as temperaturas no momento em que o lagarto passeou pela Terra – há cerca de 40 milhões de anos – fossem significativamente mais quentes do que o clima atual. Nessa altura, terá sido o calor que ajudou os animais de sangue frio a crescerem.
Os cientistas acreditam que alguns répteis modernos também ainda hoje podem crescer, mediante o aumento das temperaturas globais. Isto associado a habitats onde não haja predadores e exista uma grande variedade de plantas para alimentação.
Eles acrescentam que, se as temperaturas globais subirem a um ritmo que preserve os habitats naturais, a Terra poderá vir a ter lagartos, tartarugas, cobras e crocodilos gigantes.

29 de julho de 2013

Antárctida: oceano mais quente provoca degelo na base das plataformas

O aquecimento das águas oceânicas está a provocar o derretimento das camadas de gelo da Antártida da parte inferior para a superior, revelou o primeiro grande estudo das volumosas plataformas de gelo flutuante.
O novo estudo vem dizer que a maior parte da massa perdida nas plataformas de gelo acontece na base e não no topo. “O nosso estudo mostra que o degelo inferior causado pelas águas do oceano é maior e isso deve mudar a nossa perspetiva sobre a evolução da camada de gelo num clima mais quente”, disse Eric Rignot, principal autor do estudo.
Ao todo, as plataformas da Antártida perderam 1.325 triliões de Kg de gelo, entre 2003 e 2008, através deste tipo de derretimento – enquanto 1.089 triliões de Kg foram perdidos devido à formação de icebergs, revela a France 24.
Os investigadores também descobriram que as três plataformas de gelo gigantes que compõem dois terços de toda a área gelada da Antártida apenas registam 15% deste tipo de fusão. Perceberam ainda que as plataformas derretidas estão distribuídas de forma desigual por todo o continente.
As plataformas de gelo tendem a perder massa duas vezes mais depressa do que o gelo antártico em terra durante o mesmo período. “O derretimento de uma plataforma de gelo não significa necessariamente que esta esteja a decair; ela pode ser compensada pelo fluxo de gelo do continente”, disse Rignot.
Acontece que numa série de lugares em torno da Antártida, as plataformas estão a derreter demasiado depressa e, como consequência, os glaciares e todo o continente estão também a mudar.
Os cientistas defendem que o conhecimento a respeito do derretimento das plataformas vai ajudar a melhorar os proje
tos de reação da Antártida ao aquecimento do oceano e aos aumentos dos níveis do mar.

27 de julho de 2013

Novo chip consegue dessalinizar água do mar de forma simples

Um avanço recente na tecnologia de dessalinização tem levado ao desenvolvimento de um novo método de remoção do sal da água do mar, a uma velocidade de um nano litro de cada vez. Tornar o método mais eficaz, barato e energicamente eficiente poderá permiti-lo contornar o problema da escassez de água para consumo.
Transformar a água salgada em potável pode determinar a diferença entre a vida e a morte de muitas pessoas, em muitas partes do mundo. Já há métodos de dessalinização disponíveis, mas pô-los em funcionamento implica muito dinheiro e energia.
Felizmente, graças ao trabalho de químicos da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e da Universidade de Marburg, na Alemanha, está a nascer uma nova tecnologia promissora – que poderá eventualmente ser usada em dispositivos simples, portáteis e com baixos consumos de energia.
O novo método utiliza um “chip de água” e um campo elétrico responsáveis por separar os sais da água do mar.
Os investigadores aplicam uma pequena voltagem (3.0 volts) a um chip de plástico cheio de água do mar. Este chip contém um microcanal com duas ramificações. Na junção do canal, um elétrodo neutraliza alguns dos iões de cloreto presentes na água para criar uma “zona de depleção de iões” que aumenta o campo elétrico local, comparativamente com o resto do canal.
Essa mudança no campo elétrico é suficiente para reorientar os sais para uma das ramificações, permitindo que a água dessalinizada passe através da outra, explica o Treehugger.
O método atual apenas consegue remover cerca de 25% dos sais da água, mas os investigadores acreditam que chegarão a uma taxa de remoção de 99%, o necessário para a produção de água potável.

23 de julho de 2013

Aquecimento global perigoso pode ser revertido

O aquecimento global pode ser revertido mediante a combinação da combustão de árvores para a geração de energia e da captura e armazenamento subterrâneo de dióxido de carbono, segundo uma análise feita por cientistas. Eles avisam, contudo, que tentar esta abordagem depois de as temperaturas atingirem níveis perigosos pode ser problemático, devido ao número reduzido de árvores disponíveis para bioenergia nessa altura.
Segundo a equipa da Chalmers University of Technology, na Suécia, a bioenergia e o método de armazenamento de CO2 são as formas mais eficazes de combater as emissões de gases para a atmosfera. Tal abordagem poderia compensar, e até mesmo reverter, outras emissões de combustíveis fósseis.
O principal autor do estudo, Christian Azar, defende que o método também poderia ajudar a diminuir as temperaturas no planeta. Para isso, deveria ser combinado a uma grande expansão das energias renováveis ou nucleares, a fim de se reduzir as emissões a quase zero, explica o Grist.
A tecnologia de armazenamento subterrâneo de CO2 foi testada com sucesso em pequena escala, mas ainda não está comprovada para uma escala comercial. Os ambientalistas questionam os benefícios de queimar árvores para a geração de energia, argumentando que em alguns casos essas emissões podem ser mesmo piores do que as do carvão.
A verdade é que um clima mais quente pode alterar profundamente os sistemas meteorológicos e ambientais da Terra. Existe mesmo a possibilidade de as mudanças poderem restringir a capacidade de produzir a biomassa necessária para a redução do CO2 na atmosfera.
A redução das emissões de carbono a zero é outro grande desafio, dado o histórico de esforços feitos nesse sentido. “A Agência Internacional de Energia anunciou recentemente que a quantidade média de dióxido de carbono produzido para cada unidade de energia gerada pouco mudou no período entre 1990 e 2010”, revelou Azar.
 
 

19 de julho de 2013

Professores de Geografia pedem acesso ao superior com base nas notas da 2.ª fase

- Docentes criticam teor da prova que quase 20 mil alunos realizaram na primeira fase dos exames nacionais.
 
- A média a Geografia na 1.ª fase ficou-se pelos 9,4 valores numa escala de zero a 20.
 
A direção da Associação de Professores de Geografia (APG) pediu nesta quarta-feira que os alunos do ensino secundário que hoje estão no 11.º ano possam usar em 2014, para efeitos de candidatura à primeira fase do ensino superior, a classificação que obtiverem na prova que fizeram ontem, na 2.ª chamada de exames. Esta última prova, que a APG considera ter sido “acessível e dentro dos parâmetros habituais”, foi realizada por 5350 alunos; a primeira, que a APG critica, foi feita por 19.757 estudantes.
Em causa está o facto de a primeira fase de exames ter passado a ser obrigatória para todos e de a segunda ter ficado reservada a casos excecionais

Aquela alteração fez com que os alunos que pretendem candidatar-se a cursos que têm, por exemplo, Geografia como prova de ingresso, passassem a ganhar muito pouco em melhorar a nota na segunda fase de exames. Isto porque o resultado obtido permite alterar a classificação interna, mas só pode ser usado na candidatura ao ensino superior na segunda fase, quando a maioria das vagas já estão preenchidas.

Hoje, Emília Sande Lemos, dirigente da APG, admitiu que “teria sido preferível” ter divulgado o apelo (que tem data de dia 12) a tempo de todos os alunos se poderem inscrever na segunda fase de exames. Explicou que, por um lado, “a associação pretendia que o comunicado chegasse ao Ministério da Educação e Ciência antes de ser tornado público”. “Por outro lado”, disse, não se lembrou “de o fazer antes”.

Caso o MEC acedesse ao pedido da APG, os alunos que foram à primeira fase de exames, em que a média baixou de 10,3 para 9,4 valores, ficariam em desigualdade de circunstâncias face aos que se inscreveram para a segunda fase. Isto, por terem duas oportunidades e por a segunda prova ser, segundo a APG, “acessível”. Algo que a dirigente admite mas pelo qual diz não se sentir “culpabilizada”: “Apenas quisemos ser pedagógicos e chamar a atenção para os problemas da prova da 1.ª fase”, sublinhou.

16 de julho de 2013

Electricidade produzida por fontes renováveis bateu recorde na primeira metade de 2013

A produção total de energia elétrica a partir de fontes renováveis atingiu níveis recorde no primeiro semestre de 2013, chegando a 72% (um aumento absoluto de 34% em relação aos 38% verificados no período homólogo de 2012). Os dados são da REN (Redes Energéticas Nacionais.               
Segundo a Quercus, este aumento deveu-se, por um lado, à “significativa potência instalada de renováveis, mas principalmente às condições climáticas verificadas, num ano que até agora tem sido mais húmido do que o normal, permitindo um maior recurso à utilização de energia hídrica” –e também mais ventoso, resultando numa maior produção eólica.
A produção da eletricidade de origem renovável em regime especial (a PRE-FER, que representa toda a produção renovável exceto a grande hídrica) aumentou, tendo sido responsável por 49% de toda a eletricidade produzida em Portugal Continental entre Janeiro e Junho de 2013.
Na eletricidade de origem fóssil, houve um recuo no uso de carvão da ordem dos 22%, o que, aliado ao muito maior peso da produção renovável, conduziu a uma redução de emissões entre os dois primeiros semestres de 2012 e 2013 de cerca de 1,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono (25% inferior em 2013 comparando com os primeiros seis meses de 2012).
“Apesar das centrais a carvão apresentarem baixos níveis de eficiência energética e elevadas emissões de dióxido de carbono (CO2) por kWh produzido, o elevado excedente de licenças de emissão de CO2 à escala europeia, resultante em parte da crise económica, traduz-se num preço do carbono muito mais baixo do que seria expectável”, explica a Quercus.
Na verdade, isto diminui os custos de utilização destas centrais, favorecendo-as em relação às centrais de ciclo combinado a gás natural, muito mais eficientes, com menores impactes ambientais e quase paradas nos últimos meses. De destacar ainda que Portugal exportou mais 50% de eletricidade do que importou, o que é uma situação completamente contrária à verificada em 2012.
 
Consumo de eletricidade diminui mas não tanto como PIB
 
Enquanto ao longo de 2012 houve uma redução do consumo de eletricidade da ordem de 2,8% em relação ao ano anterior, no primeiro semestre de 2013 a redução foi menos acentuada (-1,7%, por comparação com igual período de 2012), estando o produto interno bruto (PIB) a recuar 2,7% de acordo com as estimativas mais recentes para o ano de 2013. “Este é um sinal preocupante, pois um dos objetivos em termos de eficiência energética é assegurar que a intensidade energética na eletricidade diminui, isto é, a energia elétrica necessária para gerar uma unidade de riqueza é cada vez menor, estando Portugal atualmente com a tendência inversa”, continua a ONG ambiental.
A Quercus considera que Portugal tem um enorme potencial para o aproveitamento das energias renováveis, em particular aquelas com menor impacto ambiental, como é o caso da energia solar, um recurso abundante no nosso país, e cujos custos de investimento e exploração têm vindo a descer de forma lenta. Tal facto, aliado a uma eficiência e poupança energéticas significativas que devem ser incentivadas em sectores como o dos transportes, serviços e residencial, podem assegurar um menor dependência do exterior e uma maior sustentabilidade.
 

12 de julho de 2013

Avião solar termina viagem pelos Estados Unidos no domingo

No próximo domingo, às duas das manhã (hora local), o avião solar dirigido por Bertrand Piccard e André Borschberg chegará finalmente ao seu destino final, Nova Iorque, vindo de Washington. Então,  terá cumprido dois meses de viagem entre São Francisco, na costa oeste norte-americana, até à Grande Maçã, onde certamente será recebido com grande pompa.
Depois de ter batido vários recordes continentais e intercontinentais, ainda que em distâncias curtas, o Solar Impulse consegue assim o seu maior feito: atravessar os Estados Unidos da América utilizando, quase unicamente, a energia solar.
O avião tem 11.628 células solares nas suas asas, que são capazes de fornecer energia aos seus quatro motores de 10 cavalos. A máquina tem a envergadura de um Airbus A340 mas, surpreendentemente, pesa apenas 1.600 quilos.
Os dois colegas dizem repetidamente que este avião não pretende, porém, criar uma nova vaga de aviões movidos a energia solar. Ele pretende chamar a atenção para coisas mais fazíveis e curto e médio prazo, como melhorar a eficiência energética nos veículos terrestres ou nas nossas casas.
“É claramente uma encenação. Uma encenação para chamar a atenção, mas impressionante”, explicou John Reiolly, co-director do programa do MIT especializado em alterações climáticas.
Com uma velocidade média de 73 km/h, o Solar Impulse é infinitamente mais lento que um avião comercial, mas também mais ecológico. Ele utiliza o mesmo combustível que uma scooter, por exemplo. E apesar de depender do Sol para voar, ele pode passar toda a noite sem utilizar combustível, com o armazenamento de energia.
A união entre as costas leste e oeste dos Estados Unidos serviu de aquecimento para o grande teste final: uma volta ao mundo em energia solar. No início do ano, os dois inventores e pilotos queriam fazê-lo já em 2015. Com o sucesso da viagem norte-americana, a nossa previsão é que o Solar Impulse percorra o mundo no próximo ano.

10 de julho de 2013

Cada utilizador do Facebook gerou 3,5 Kg de CO2 em 2012

Cada um dos 1,1 mil milhões de utilizadores do Facebook é responsável pela emissão de 3,5 Kg de CO2 ao partilhar fotos, enviar mensagens e assistir a vídeos. A informação provém da mais recente atualização ambiental da gigante das redes sociais.
A empresa anunciou na semana passada que as suas emissões por utilizador aumentaram 18% entre 2011 e 2012. Segundo o Business Green, isto significa que cada utilizador teve um impacto anual de emissões de carbono equivalente à energia necessária para fazer 12 cafés com leite ou 36 copos de vinho.
Em comunicado, o Facebook atribuiu o crescimento das emissões ao aumento dos utilizadores. Disse também ter desenvolvido um método mais preciso de medir as suas emissões, onde pesa a energia usada para alimentar os seus centros de dados.
O objetivo da empresa é debruçar-se sobre avanços eficientes e inteligentes que lhe permitam, a longo prazo, controlar e diminuir esta pegada – já que, no curto prazo, a situação não parece ter grande solução.
Os números mostram que as operações do Facebook em 2012, incluindo viagens e centros de dados, foram menos alimentadas a energia limpa e renovável do que em 2011 – caindo de 23% para 19%. Já as atividades fornecidas por energia movida a carvão aumentaram de 27% para 34%. O uso de energia nuclear e gás natural também cresceu no ano passado.
Alguns grupos ambientalistas já criticaram o Facebook pela sua forte dependência da energia a carvão, mas a empresa foi recentemente aplaudida pelo compromisso de reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis em detrimento das energias renováveis.

7 de julho de 2013

Barco solar vai estudar as mudanças climáticas no oceano

O barco movido a energia solar MS Turanor SolarPlanet teve os seus dias de glória no ano passado, quando deu a volta ao mundo, de forma totalmente ecológica. Agora, ele vai ter uma nova vida ao tornar-se na embarcação de pesquisa de uma equipa de cientistas da Universidade de Genebra, que estuda a resposta da Corrente do Golfo às mudanças climáticas.
Uma das grandes vantagens do Turanor é o facto de ele não produzir emissões poluentes. Esta característica vai permitir, pela primeira vez, que os cientistas recolham amostras livres de substâncias poluentes, como combustível diesel.
“Assim que ele começar a medir as emissões em mar aberto, poderemos ter quase 100% de certeza de que essas são as reais emissões do oceano e não emissões influenciadas pela chaminé de um navio”, disse Martin Benitson, da equipa de investigação, ao The Guardian.
A equipa irá recolher dados do ar e da água para estudar a Corrente do Golfo – aerossóis e fitoplâncton. A poderosa corrente oceânica transporta água desde os trópicos até aos confins polares do Atlântico, sendo responsável pela transferência de calor das regiões tropicais, mais quentes, para as latitudes mais altas.
Os cientistas acreditam que a desaceleração da corrente, como resultado das mudanças climáticas, poderia conduzir à permanência de temperaturas mais frias na Europa. As alterações projectadas poderiam também produzir furacões mais intensos ao longo da costa leste dos Estados Unidos.
A viagem de pesquisa oferece assim uma nova oportunidade de vida a uma embarcação que sobreviveu à sua finalidade original – o que não deixa de ser um excelente exemplo de reutilização dos recursos disponíveis.

5 de julho de 2013

Ambientalistas desiludidos com nova PAC por violar promessa de agricultura sustentável

Quatro organizações ambientalistas criticaram hoje o acordo relativo à reforma da Política Agrícola Comum, por ter ficado aquém das promessas de uma agricultura mais sustentável e favorecer “os interesses ligados à agricultura intensiva”.
O acordo entre os ministros da Agricultura da União Europeia (UE) alcançado na semana passada, em Bruxelas, “representa a incapacidade dos decisores políticos europeus para cumprir as suas promessas de uma agricultura mais sustentável”, defendem a Quercus, a Liga para a Protecção da Natureza (LPN), a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e a Agrobio, num comunicado conjunto.
Para os ambientalistas, “o resultado é uma política agrícola que vai continuar a poluir os solos, a consumir demasiada água, a prejudicar a biodiversidade e a provocar o abandono dos meios rurais”.
Entre as medidas que ficaram aquém do que se esperava encontra-se a introdução de áreas de foco ambiental (EFA), que tinham “potencial para garantir espaço para a natureza nos meios agrícolas da Europa”, mas cuja área mínima foi fixada “num valor muito baixo (5% das explorações agrícolas).
Além disso, “os decisores expandiram a lista de tipos de uso do solo elegíveis para cultivos que não são benéficos para a biodiversidade e isentaram muitos agricultores desta obrigação”, adiantam num comunicado.
Lembrando que os Estados-membros têm flexibilidade para implementar o novo regulamento, os ambientalistas pedem ao Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT) que “não aplique todo o dinheiro nos regadios do Alqueva e na agricultura intensiva” e “guarde uma grande fatia para apoiar os modos de produção sustentável e a Rede Natura 2000”.

2 de julho de 2013

Trocar Lisboa por um monte na Costa Vicentina

Muitos querem-no, mas poucos têm a coragem ou sapiência para o fazer: deixar a vida stressante da capital e abraçar o Portugal rural apostando na agricultura biológica. Rui Rodrigues é um dos casos de sucesso, como pode ver neste episódio do Economia Verde.
Durante anos, Rui trabalhou na área da publicidade, em Lisboa. No ano passado, decidiu comprar um terreno uns quilómetros mais a sul. “Do desenho de anúncios para um novo desenho das terras do Rogil foi um pulo”, explica ele no seu site, Herança Rural. Foi em Rogil, inserido no concelho de Aljezur, Costa Vicentina, que a família Rodrigues escolheu viver nos próximos anos, dando uma volta de 180º na sua vida.
“Temos de pensar que não comemos papel nem parafusos. Alimentamo-nos de vegetais, carne e peixe. Estar independente na parte da alimentação é, para mim, bastante importante, deixa-me tranquilo”, explica Rui Rodrigues ao Economia Verde.
Hoje, a Herança Rural garante a distribuição de cabazes biológicos a mais de 100 clientes, na região do Sudoeste Alentejano mas também Lisboa. A marca tem também um contrato de exportação de abóboras a um comprador alemão, ao mesmo tempo que vai plantando morangos, alface, beterraba, pepino, curgete, cebola, espinafres, rabanetes e manjericão verde e roxo. Um cabaz destes produtos custa €10.
Quanto mais tempo passa na terra, mais se convence que é preciso apostar nos produtos da zona. E dá um exemplo. “A batata doce de Aljezur é considerada a melhor batata doce do mundo, mas a maioria das pessoas já estão a produzir batata doce chinesa, porque dá para fazer duas campanhas por ano. O amendoim é igual, qualquer dia não se faz em Portugal”, avança o neo-agricultor.
“Estamos a perder esta história e não partilhamos esta herança, esta ruralidade. Queiramos ou não, somos um povo de pesca e agricultura”, avançou. Os próximos passos são abrir um agro-turismo e promover iniciativas pedagógicas

29 de junho de 2013

Sol vai brilhar. Temperaturas vão passar os 30 graus

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para os próximos dias temperaturas acima dos 35 graus nas regiões do centro, sul e Minho.

Para sábado as máximas são de 32 graus em Bragança, 34 no Porto, 36 em Coimbra, 35 em Portalegre, 36 em Lisboa, Beja 38 e Faro 30.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) acionou o alerta laranja de risco de incêndio florestal para os distritos de Coimbra e Viseu e prolongou o alerta amarelo para os restantes distritos, até às 21h00 de segunda-feira.

A ANPC recorda que é proibido realizar queimadas ou fogueiras e lançar foguetes, assim como fazer lume ou fumar em espaços florestais e vias que os circundem.

Face às previsões meteorológicas, a autoridade recomenda igualmente a adoção de medidas de autoproteção por parte dos grupos populacionais mais vulneráveis, nomeadamente idosos, crianças, sem-abrigo e doentes com problemas respiratórios e cardíacos.

Deve-se beber água com regularidade, evitar bebidas alcoólicas e com elevados teores de açúcar, não estar ao sol nas horas de maior calor, não fazer atividades que exijam muito esforço e viajar de carro em período de menos calor

28 de junho de 2013

Degelo no Árctico pode ser a causa do actual tempo estranho


O especialista em mudanças climáticas Brian Hoskins diz que, se a atual incongruência das estações do ano se dever ao degelo no Ártico, então isso significa que o grande culpado de tudo isto foi o bombardeamento de gases com efeito de estufa na atmosfera.
“Se descobrirmos que a redução do gelo marinho no Ártico é uma das principais causas, então ela é fortemente afetada pelo que estamos a fazer com a colocação de gases com efeito de estufa na atmosfera”, disse ele à BBC Radio 4.
No entanto, também é possível que o tempo estranho seja apenas aleatório – o que, nesse caso, poderá ser passível de previsão no futuro, disse o especialista, segundo o Telegraph.
Brian Hoskins, director do Grantham Institute for Climate Change, no Imperial College, em Londres, estará entre os, pelo menos, 20 peritos em clima e meteorologia de toda a Grã-Bretanha a participarem numa reunião criada pelo Met Office.
O objetivo do evento é examinar o que pode estar na causa do Inverno frio de 2010, do Verão húmido do ano passado e da Primavera fria deste ano – todas estações classificadas como as épocas mais extremas já registadas.
Os cientistas dizem estar a planear discutir futuras áreas de investigação sobre o tema, desvalorizando a importância do encontro. Mas as discussões estão a ser vistas como um movimento sem precedentes, já que os intervenientes estão relutantes em atribuir eventos climáticos invulgares às mudanças climáticas.
Este ano registou-se uma das Primaveras mais frias de sempre – a segunda, desde que se iniciaram os registos em 1910. No ano passado, também se registou o segundo Inverno mais chuvoso

25 de junho de 2013

Cidadania - Cidade britânica avalia proibição do consumo de pastilha elástica

Milton Keynes pode tornar-se na primeira cidade do Reino Unido a introduzir a proibição de mascar pastilha elástica – qualquer pessoa apanhada a fazê-lo seria sujeita a pagar uma multa. A proposta foi apresentada depois de terem sido encontrados 22 restos de pastilhas em apenas 0,1 m2 de pavimento.
Os apologistas da proibição apontam para a dificuldade em remover resquícios de pastilha elástica, o incómodo causado pela sua aderência aos sapatos e o mau aspecto visual que estas criam. A proposta foi apresentada pelo After8, um grupo de empresários da cidade de Buckinghamshire que pretende pressionar o município a adoptar a política.
Carmel Blyth, porta-voz do grupo, alertou para a dificuldade de limpar os restos de pastilha
a do chão, tarefa cara e demorada. E acrescentou: “Estamos também a tentar passar a mensagem às pessoas para serem ponderadas. Este é um problema do centro de Milton Keynes, mas eu também acho que é um problema nacional”.
Algumas pessoas defendem que se trata de uma medida difícil de aplicar e injusta para quem masca pastilha e a põe depois no lixo. O mais correcto será, portanto, incentivar a população a deitar fora, de forma responsável, a sua pastilha usada.
Neste sentido, serão lançadas campanhas, incluindo programas escolares, de sensibilização do problema, de acordo com a imprensa local.
Mascar pastilha elástica é proibido, por exemplo, em Singapura. Quem for apanhado a fazê-lo pode cumprir até um ano de prisão e pagar uma multa de €11,4 mil (R$28, 9 mil). Excesso de rigor?

24 de junho de 2013

Agricultura Biológica - 10 frutas de Verão refrescantes

Chegou finalmente o calor e, com ele, a época das frutas refrescantes com vitaminas, minerais e antioxidantes. De acordo com os princípios da agricultura biológica, a apanha da fruta deve respeitar o ciclo natural da sua produção, uma vez que, quando colhidas na época certa, as frutas fornecem os nutrientes necessários ao organismo nessa época. Paralelamente, eles ainda preservam os solos e a diversidade vegetal.
“As frutas de Verão podem ser utilizadas em receitas criativas que satisfazem o apetite guloso sem se recorrer a uma sobremesa hipercalórica. As alternativas podem passar por uma barra de cereais com framboesas, um crumble de mirtilo ou um iogurte com granola e alperce”, explica o gestor da rede de produtos biológicos Brio, Miguel Monteiro.
 
AS 10 das frutas que mais poderão refrescar o teu Verão.

Alperce – Fonte de fibra, betacarotena (provitamina A) e vitamina C, o alperce é um alimento que reduz o nível do colesterol. É um bom ingrediente para confecionar todo o tipo de doces.

Ameixa Vermelha – Fruto rico em potássio, vitamina A e E. O teor de açúcar da ameixa varia consoante a variedade (existem centenas). A ameixa, como fruto seco, é ainda mais energética. É uma boa opção para sobremesas, bolos e compotas.
 
Cereja - Fruto rico em antioxidantes e com um bom teor em fibra, cálcio, ferro e vitamina A, B e C. Por conter muita água, a cereja é diurética e por conter muita fibra, contribui para o bom funcionamento do intestino. Combina com chocolate e é ótima para usar em tartes, gratinados ou com carne de caça ou aves.
 
Figo – Fonte de fibras e potássio, o figo é um fruto altamente energético por ser rico em açúcar. O figo seco é uma boa fonte de cálcio. Por ser muito doce, combina bem com ingredientes salgados e pode compor saborosas entradas.

Framboesa
– É um dos alimentos de origem vegetal com mais alto teor de fibras. Fonte de vitamina C, cálcio, potássio, magnésio, ferro, a framboesa é também rica em antioxidantes. É ótima para ser consumida ao natural, em sobremesas, em bebidas ou num molho para acompanhar carne.
 
Melão e Meloa – Frutas ricas em água e, por isso, muito hidratantes. Apesar do sabor doce, o melão e a meloa são pobres em açúcar. São também uma fonte de vitamina C, provitamina A, potássio, magnésio, fibra, têm um baixo valor energético e ajudam a regular o apetite. Consome-se ao natural, com presunto e também em sumos, gelados e compotas.
 
Melancia - Esta fruta pertence à família do melão, da abóbora e pepino. O seu valor calórico é muito reduzido porque o principal componente da melancia é a água. Contém vitamina A, B6 e C e o seu mineral mais rico é o magnésio. Ao contrário da maioria dos frutos, é pobre em açúcares e uma excelente fruta para ser consumida ao natural.
 
Mirtilo – Esta baga está no topo dos frutos antioxidantes. O mirtilo é também uma excelente fonte de fibra, vitamina C e K. Estas propriedades nutricionais conferem-lhe um poder de antienvelhecimento. O mirtilo é muito versátil, combina quer com sobremesas como com pratos de caça, saladas, batidos, chás e licores.

Morango
– Fruta pouco calórica, os morangos contém vitamina C e B9 e alguns minerais, como o ferro e o potássio. As sementes estimulam o trânsito intestinal. Os morangos são um excelente ingrediente para muitas receitas doces e também saladas.

21 de junho de 2013

Solstício de Verão - 2013

Solstício de verão é o momento que marca o início do verão. O verão 2013 começa no dia 21 de junho de 2013 exatamente às 06:04 horas em Portugal. Este momento é conhecido como solstício de verão.

O que acontece no Solstício de Verão?

A astronomia define como solstício de Verão o momento em que o Sol, assim como o vemos a partir da Terra, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do Equador, em junho no hemisfério norte, e em dezembro no hemisfério sul.

O que quer dizer Solstício de Verão?

O termo "solstício" vem do Latim e é composto por duas palavras: sol (sol) e sistere (que não se mexe).  Solstício significa portanto, "sol parado", uma vez que para o observador que está na Terra, o sol parece manter uma posição fixa ao nascer e ao se pôr, durante algum tempo. Solstícios acontecem duas vezes por ano, em junho e em dezembro, definindo as mudanças de estação.
Em junho observamos o solstício de verão, que coincide com o início do verão no hemisfério norte. Já no hemisfério sul acontece ao mesmo tempo o solstício de Inverno.
Por volta de 21 de dezembro acontece o contrário: enquanto o hemisfério norte recebe o solstício de inverno, chega o solstício de verão ao hemisfério sul.

Datas e horas do Solstício de Verão

  • Em 2013, no dia 21 de junho às 06:04
  • Em 2014, no dia 21 de junho às 10:51
  • Em 2015, no dia  21 de junho às 16:38
  • Em 2016, no dia 20 de junho às 22:34
  • Em 2017, no dia 21 de junho às 04:24


13 de junho de 2013

Lanche convívio - 10ºE

Aqui vai as fotos do Lanche convívio do 10ºE.
O Professor de Geografia deseja a todos umas excelentes férias.




 







12 de junho de 2013

Internet em Portugal cresce mas continua abaixo da maioria dos indicadores da UE

De acordo com os resultados do relatório, divulgados esta quarta-feira, 61% dos lares em Portugal têm acesso à Internet, numa subida de três pontos percentuais face aos resultados do ano anterior. 
A evolução está muito ligeiramente acima do verificado com a média Europeia, que cresceu de 73,2% para os 76,1%.
No final de dezembro de 2012, mais de 55,5% da população portuguesa acedia à Internet pelo menos uma vez por semana e 44,9% navegava online frequentemente (todos os dias ou quase todos os dias), valores que comparam, respetivamente, com as médias europeias de 70% e de 58,5%. 
A percentagem de portugueses que nunca utilizaram a Internet diminui 6,1 pontos percentuais, para os 34,4%, a um maior ritmo do que o observado na maioria dos restantes países da UE, mas ainda assim longe da taxa média de 22,4% observada.
A banda larga está presente em 59,8% dos lares portugueses, numa subida de 3,2 pontos percentuais face aos números do final de 2011. No período de 12 meses analisado, a média europeia passou dos 67,3% para os 72,5%.
Os indicadores relativos aos débitos de ligação são dos poucos em que Portugal leva vantagem sobre a média do conjunto de países da UE. Por cá, mais de 20,7% dos internautas navega a velocidades iguais ou superiores a 30Mb/s, quando a média europeia é de 14,8%.
A diferença é ainda maior se olharmos para os débitos de 100Mb/s, em que os valores europeus estão a sete pontos percentuais de distância dos 10,4% registados em Portugal.
O Digital Agenda Scoreboard também mostra que acesso à Internet é cada vez mais móvel, quando 16,2% dos portugueses usaram computadores portáteis (tablets incluídos) para navegarem online em 2012, e 15,5% recorreu ao telemóvel nos últimos três meses.

11 de junho de 2013

Jovens trocam a cidade pelo campo

Os jovens portugueses estão a trocar a cidade pelo campo, uma das principais consequências da crise económica que assola o País – e a Europa. Esta é a conclusão de um artigo do conceituado jornal brasileiro Folha de S. Paulo, que diz que o sector agro-alimentar português é o único a manter o crescimento e criar postos de trabalho durante a crise.
O Folha dá o exemplo de Ricardo Sousa, de 29 anos, que trocou o curso de design e multimédia, no Porto, pela agricultura.
“Não vejo possibilidades de trabalhar na minha área de formação”, explicou Ricardo. Hoje, para além de tirar os próprios rendimentos da produção de cogumelos e kiwis, já emprega mais uma pessoa na lavoura.
“Sousa é um entre muitos jovens portugueses que, devido à crise europeia, recorreram à agricultura como fonte de trabalho e renda”, avança o jornal, que fala nos dramáticos números do desemprego jovem português.
O artigo aborda também o Proder (Programa de Desenvolvimento Regional), da Comissão Europeia, que tem uma linha de subsídio específica para jovens agricultores.
Ricardo recebeu €30 mil
da Europa para se torna empreendedor na agricultura, tendo investido outro tanto de recursos próprios.
Na região da cidade de Amarante, no norte português, a Associação dos Agricultores Riba-Douro classifica como um “boom” a procura dos jovens pelo campo. Dos 112 produtores rurais associados à entidade, mais da metade (63) são jovens. Em 1997, quando a associação surgiu, tinha apenas 17 jovens em sua lista de 52 agricultores associados.
Produção de frutas, cogumelos e horticultura são as áreas que despertam mais atenção. “São na sua maioria jovens cujos pais não já tinham ligação à agricultura, já estavam nas cidades, e que viram uma alternativa [no campo]”, explicou ao Folha Maria de Lurdes Cardoso, engenheira agrícola responsável pela associação. “São licenciados em outras áreas, engenheiros, arquitectos, professores.”

10 de junho de 2013

10 de Junho - Dia de Portugal

No dia 10 de Junho celebra-se em Portugal o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
O feriado nacional assinala ainda o dia da morte do poeta Luís Vaz de Camões, em 1580, autor d´ Os Lusíadas.
Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, o dia 10 de Junho era celebrado como o "Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses".
Após a revolução do 25 de Abril de 1974, que marcou o fim do regime ditatorial do Estado Novo, a celebração do dia passou a prestar homenagem a Portugal, Camões e às Comunidades Portuguesas.
Neste dia o Presidente da República e altas individualidades do Estado participam em cerimónias de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorrem em cidades diferentes, sendo este este em Elvas.
 
 

9 de junho de 2013

Aumento do CO2 na atmosfera está a fazer crescer as plantas

Os cientistas acreditam que o aumento nos níveis de dióxido de carbono fez crescer a quantidade de vegetação em algumas partes do mundo. Após o estudo de imagens de satélite captadas entre 1982 e 2010, eles deram conta de um aumento dramático das plantas na maioria das regiões mais secas do mundo.
Estas regiões incluem partes de África, América do Norte, Médio Oriente e o interior da Austrália. Entre 1982 e 2010, os níveis de CO2 na atmosfera aumentaram 14% – no mesmo período, a folhagem aumentou 11% nessas regiões.
A análise foi realizada por Randall Donohue e a sua equipa da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation, em Camberra, Austrália.: “Os satélites são muito bons a detectar mudanças na cobertura foliar total e é em ambientes quentes e secos que se espera que o CO2 tenha mais influência”, explicou Donohue.
O dióxido de carbono actua como um isolante e faz com que as temperaturas aumentem, mas é também vital para o crescimento das plantas. De facto, vários estudos têm revelado a ocorrência de um aumento médio da vegetação em todo o mundo.
A fotossíntese utiliza a energia da luz solar, CO2 e água. A folha pode captar mais CO2 do ar ou água, durante o processo – ou fazer as duas coisas, na presença de altos níveis de carbono.
Apesar deste crescimento, o impacto negativo das emissões de gases com efeito de estufa supera em muito os benefícios. Se os níveis de dióxido de carbono continuarem a subir, algumas regiões da Terra podem mesmo tornar-se inabitáveis – sem que nenhuma planta em desenvolvimento o consiga impedir.
 
 

7 de junho de 2013

Escócia será a maior produtora de energia de ondas do mundo

A Escócia detém 10% do potencial de energia das ondas da Europa e o país acaba de anunciar os seus planos para explorar este recurso, com a criação da maior extensão de ondas do mundo. Uma vez instalado, o sistema vai gerar 40 MW de energia verde – o suficiente para abastecer 30 mil casas por ano.
O projecto será desenvolvido pela Aquamarine Power, ao largo da costa de Lewis, e será composto por 50 dos dispositivos da empresa. Deve estar em funcionamento até 2018.
O dispositivo de energia das ondas da Aquamarine, designado Oyster, funciona por meio de uma aba articulada que se move juntamente com o movimento natural da ondulação marítima, gerando energia. Estes dispositivos serão colocados perto da costa noroeste do país.
A energia das ondas é, por vezes, desvalorizada em relação à do vento ou do sol – na verdade, mesmo a maior extensão beneficiária de ondas pode gerar menos energia do que as mais pequenas turbinas eólicas. O que engrandece este sistema é o facto de ele poder funcionar incansavelmente – mesmo quando o vento não sopra e o sol já se pôs.
A Escócia é de facto o local perfeito para tirar partido da ondulação. No Atlântico oriental, as suas águas são mesmo caracterizadas pelo movimento necessário para gerar uma produção constante de energia.
 
 

6 de junho de 2013

As praias costeiras com qualidade excelente cresceram de 85% para 94%



Em 2013 existem em Portugal 543 zonas balneares, mais 17 que em 2012. Com base no seu historial, incluindo as análises até ao final da época balnear de 2012, há agora quatro praias com qualidade classificada como “má”, menos uma que na época balnear passada: uma costeira, São Roque no concelho de Machico na Madeira, e três interiores: Pontilhão da Valeta em Arcos de Valdevez, Fragas de S. Simão em Figueiró dos Vinhos e Agroal em Ourém.

Do total de águas balneares, 23 praias têm o uso limitado, nomeadamente por situações de risco associado à estabilidade das arribas (Portaria n.º 178/2013, de 13 de maio).

O estuário do Tejo tem pela primeira vez uma praia devidamente classificada e onde passa assim a ser permitida a prática balnear. Trata-se da praia de Ponta dos Corvos, no concelho do Seixal, cuja época balnear se estenderá de 15 de Junho a 15 de Setembro. Este facto merece destaque pois é sem dúvida resultado do esforço de tratamento de efluentes domésticos que tem sido feito em ambas as margens do estuário nos últimos anos.

Note-se que, em relação à época balnear anterior, houve um acréscimo significativo de praias com qualidade excelente, passando-se de 85% para 94% no caso das praias costeiras e de transição, e de 54% para 68% no que respeita às águas interiores, valores próximos dos verificados em 2011, principalmente em relação ao primeiro tipo de zonas balneares (praias costeiras e de transição). A Quercus considera que continua a existir alguma vulnerabilidade à poluição, em especial nas águas interiores, nomeadamente no que diz respeito às falhas no saneamento básico e aos problemas de gestão da bacia hidrográfica, os quais estarão na origem de análises más, sendo que em muitos dos casos continua a não ser possível identificar uma causa evidente. De acordo com a legislação comunitária, até à época balnear de 2015 terão de deixar de existir quaisquer praias com má qualidade.