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27 de janeiro de 2014

Coimbra: Primeira cidade mundial 100% iluminada a LED

Coimbra deverá tornar-se, até 2015, a primeira cidade do mundo totalmente iluminada com recurso a LED (light-emitting diode, díodos emissores de luz, em português). A instalação de 35.000 luminárias públicas com esta tecnologia vai permitir uma poupança energética na ordem dos 70%.

A introdução desta nova solução de iluminação insere-se no projeto europeu "

Trata-se de um projeto que procura aumentar a transparência e honestidade do mercado dos Serviços Energéticos em toda a Europa, bem como facilitar a elaboração e implementação de Contratos de Desempenho Energético (CDE), explica um comunicado enviado ao Boas Notícias pela universidade portuguesa.

O programa, que deverá estar concluído em 2015, prevê o acompanhamento de projetos-pilotos de CDEs nos diversos países participantes; em Portugal, os investigadores vão acompanhar dois casos-piloto de Contratos de Desempenho Energético, um dos quais diz respeito à Iluminação Pública Eficiente no Município de Coimbra.
Transparense", no qual participa uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra.

20 de janeiro de 2014

1% da população detém quase metade da riqueza global

O instituto que procura soluções para a pobreza mundial conclui que quase metade da riqueza mundial se encontra concentrada em 1% da população no relatório que emitiu para o Fórum Económico Mundial, em Davos, que cita a desigualdade como a segunda maior ameaça à estabilidade da economia.

O grupo dos 1% mais ricos do mundo detém 110 biliões de dólares (81 biliões de euros) e controla mais de metade do património mundial, segundo o relatório elaborado pela Oxfam para o Fórum Económico Mundial, em Davos. 85 pessoas detêm uma riqueza igual à da metade mais baixa da população mundial.

A confederação internacional que procura soluções para a pobreza adverte que os actuais “níveis extremos de concentração de riqueza” ameaçam excluir centenas de milhões de pessoas das oportunidades de desenvolvimento, segundo o relatório elaborado para apresentar em Davos. O Fórum Económico Muncial cita as desigualdades como a segunda maior ameaça à estabilidade.

Se a riqueza detida pela metade da população mundial com menor acesso a recursos é igual à das 85 pessoas mais ricas, o grupo de 1% das pessoas com maior património detém o equivalente a 65 vezes a riqueza da metade mais pobre da população mundial, lê-se.

“Uma certa medida de desigualdade é essencial para induzir crescimento e o progresso, recompensando aqueles que têm talento, conquistam aptidões e a ambição para inovar assumir riscos produtivos”, enuncia o relatório. “Contudo, os níveis extremos de concentração de riqueza que ocorrem hoje ameaçam excluir centenas de milhões de pessoas de se apropriarem dos benefícios dos seus talentos e trabalho árduo”,conclui.

Nas últimas décadas, o mesmo grupo de 1% conseguiu aumentar a sua riqueza em 24 dos 26 países para os quais a Oxfam detém dados relativos ao período de 1980 a 2012. Os mais ricos também estão a sair de forma mais favorável da crise que ocorreu em 2008, sendo que 1% da população dos Estados Unidos da América captou 95% do crescimento gerado desde 2009.

14 de janeiro de 2014

Ártico poderá deixar de ter gelo no Verão a partir de 2016

Verão de 2016, é provável que o Ártico deixe de ter gelo, de acordo com um estudo Departamento de Energia dos Estados Unidos liderado por um cientista da Marinha daquele país. Caso este fenómeno ocorra, ele chegará 84 anos antes das actuais projecções dos investigadores.
A investigação critica os modelos globais do clima mas, também, a maioria dos regionais, notando que “muitos dos processos árticos são omitidos ou mal representados na maioria deles, que não levam em conta feedbacks importantes de vários componentes do sistema.”
O estudo conclui que as mudanças abruptas no Ártico “podem ter ramificações importantes para o nível global do mar, a circulação termoalina e o orçamento de calor dos oceanos, os ecossistemas, comunidades nativas, exploração de recursos naturais e o transporte comercial.”
A previsão é arriscada e, certamente, não é partilhada pela comunidade científica. É certo que, nos últimos 15 anos, a área perdeu cerca de 2 milhões de quilómetros quadrados de gelo, mas a extensão total está, aproximadamente, em 10 milhões de km2,. Parece difícil, assim, que as projecções norte-americanas estejam correctas.
A situação na Antártica não é menos dramática. As últimas medidas feitas pelo satélite Cryosat, da Agência Espacial Europeia, mostram que a região perde cerca de 150 km cúbicos de gelo por ano em média, apenas de sua parte ocidental.

12 de janeiro de 2014

Clima divide os especialista

A frequência dos fenómenos meteorológicos extremos e violentos como o que na última semana devastou Portugal e a sua relação com as alterações climáticas estão a dividir os especialistas.
“Faz parte da natureza do clima ser variável”, garante João Corte-Real, investigador e professor do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas da Universidade de Évora. Por isso, explica o investigador, “não podemos dizer que sem a acção humana, o clima não mudaria”. Na opinião do especialista, há um “claro exagero” na questão das alterações climáticas: “Não acredito que caminhemos para nenhuma catástrofe nem tenho a certeza de que tenhamos mais secas”.
Mas as mudanças climáticas vão acontecer, avisa: “O clima não vai ficar imóvel, com ou sem o homem. Ou vai aquecer ou vai arrefecer e o homem vai ter de adaptar-se”. Já projectar o que nos reserva o futuro é uma questão bem mais complexa. “Os modelos que existem não são fiáveis, até porque a atmosfera é bastante difícil de modelar”, defende João Corte-Real.
Também o meteorologista Costa Alves tem dúvidas em apontar o dedo às alterações climáticas para justificar estes fenómenos. “Não podemos falar de alterações climáticas ainda. Não atingimos o ponto de irreversibilidade”, explica o meteorologista. “A comunidade internacional acordou que podemos enviar 450 partes por milhão de volume de gases com efeito de estufa para a atmosfera, o que aumentará a temperatura em 2 graus. Estamos nas 390 partes por milhão”, justifica, acrescentando que o que “há é uma grande instabilidade e variabilidade”. “Estamos num período de transição”, diz.
Pedro Viterbo, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), também não arrisca em associar os fenómenos meteorológicos às alterações climáticas. “É sempre fácil atribuir a culpa do que acontece a uma coisa, mas é necessário tempo para comparar com o que aconteceu, pelo menos nos últimos 30 anos, para sabermos se há a tendência de haver depressões como esta”, considera.
O mau tempo que, desde sábado tem devastado toda a costa portuguesa, surge, explica o director do Departamento de Meteorologia e Geofísica do IPMA, na sequência de uma circulação na atmosfera devida à deslocalização de uma massa de ar frio, que normalmente está sobre o pólo Norte, para os Estados Unidos.

Secas e chuvas intensas

Leça da Palmeira, Sintra, Porto, Sagres, Matosinhos, Peniche e Carcavelos são alguns dos sítios mais atingidos pela fúria com que o mar irrompeu terra dentro, arrastando o que encontrou.
As ondas gigantes, que ultrapassaram os 15 metros na costa, resultaram em 60 desalojados e mais de uma centena de casas destruídas em Paredes. Naquela região do Norte, os prejuízos atingiram mais de 5,5 milhões de euros.
E fenómenos como este deverão repetir-se nos próximos anos, acreditam alguns especialistas. Apesar de o país manter o habitual “clima benigno”, semelhante ao da Califórnia, nos EUA, estará cada vez mais sujeito a “fenómenos extremos, sobretudo a secas mas também a episódios de chuva intensa concentrada em períodos curtos”, explicou ao SOL Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências de Lisboa e coordenador do Centro de Impactos das Alterações Climáticas: Adaptação e Modelação (CC-IAM).
“Estudámos o clima das últimas décadas na Europa e tudo aponta para que estes fenómenos extremos sejam cada vez mais frequentes”, diz o investigador, que integrou a equipa que reuniu especialistas de 24 academias europeias no estudo Eventos Meteorológicos Extremos, apresentado no final de Novembro em Bruxelas.
Neste trabalho, os investigadores concluem que, no Verão, espera-se um “aumento das secas, associado a uma diminuição da humidade” no Sul da Europa, “apesar das cheias provocadas por eventos curtos de chuvas intensas mais frequentes”.
Também o meteorologista Antímio de Azevedo acredita que o facto de “no último século termos enviado nove milhões de milhão de poluentes para a atmosfera”, enquanto que “a natureza enviou durante 20 séculos três milhões de milhão contribui para fenómenos extremos e para as alterações climáticas”. “Os fenómenos extremos estão a ser cada vez mais frequentes e isso é uma consequência do comportamento humano”, alerta.

10 de janeiro de 2014

Esperança de vida depende do lugar onde se nasce


Um bebé nascido em 2013 pode viver 90 anos se tiver sido dado à luz no Mónaco e 49 se tal acontecer no Chade. É o prognóstico de um estudo sobre a relação da esperança média de vida com o país em que se nasce.

Entre os 90 anos de esperança média de vida no Mónaco e os 49 expectáveis no Chade, o número de anos de vida que se abre a uma criança nascida em 2013 é de 41.
De acordo com a mais recente compilação de dados, feita a partir do livro anual da CIA "The World Factbook" e da "Encyclopedia Britannica", para determinar a expectativa de vida em cada continente, Europa, Ásia e as Américas são os lugares no mundo onde a esperança de vida é, em média , mais alta.
Na Europa, 22 países têm uma expectativa de mais de 80 anos de vida, destacando-se na frente da tabela pequenos países como San Marino, Andorra e  mesmo a Suíça, apesar desta já ser maior .
A Itália, que ocupa o 5.º lugar deste ranking, é o primeiro grande país com a maior expectativa de vida para uma criança nascida no ano passado.
Portugal está em 16.º lugar com uma esperança de vida de 79 anos. Na verdade, uma criança nascida no nosso país tem exatamente a mesma esperança de vida do que um bebé nascido nos EUA.

Vive-se mais de 80 anos em Singapura, Macau e na Jordânia

Na Ásia, o território de Macau lidera a expectativa de vida com uma esperança média de 84 anos. Seguem-se países como o Japão, Singapura, Jordânia e Israel, onde a expetativa de vida também ultrapassa também os 80 anos de idade, ainda que num total de 13 países a idade se fixe nos 60 anos.
Na Coreia do Norte, as pessoas nascidas em 2013 - se tudo correr bem - podem esperar viver até aos 69 anos, mais seis anos do que no Camboja ou no Laos. Neste continente o pior caso é do Afeganistão, onde a esperança de vida não vai além dos 50 anos.

O paraíso nas Bermudas e o inferno no Chade

A maioria dos países do continente americano têm uma esperança média de vida na casa dos 70 anos, com o Canadá e as Bermudas a passarem a barreira dos 80 anos (a esperança média fixa-se nos 81).
Sem grande surpresa, a África tem uma expectativa de vida média de apenas 60 anos. Muitos países deste continente situam-se abaixo daquele valor, como é o caso do Uganda (54) e da Nigéria (52) . Quem nasceu na África do Sul em 2013, pode esperar viver apenas 49 anos.

O trabalho mostra ainda como este indicador mudou ao longo da evolução humana, recordando que no período neolítico quase ninguém ultrapassava os 20 anos.


8 de janeiro de 2014

Restos de comida vão aquecer milhares de apartamentos de Nova Iorque


A cidade de Nova Iorque vai começar a reaproveitar a montanha de restos de comida enviada diariamente para o lixo, misturá-la com águas residuais e produzir biogás. O projecto vai aquecer 5.200 casas e apartamentos nova-iorquinos a curto e médio prazo.
Segundo o Daily News
, o programa-piloto faz parte da estratégia de redução das emissões de CO2 da cidade norte-americana em 30% até 2017 – o PlanNYC – e tem como ponto de partida a recolha de comida orgânica pré-processada e respectivo envio para a central de tratamento de Newton Creek, em Brooklyn.
Aqui, ela é misturada com o lodo de esgoto das águas residuais para criar o biogás, um subproduto natural do processo de tratamento de Newton Creek.
Depois, e através de uma parceria com a National Grid, o biogás rico em metano será convertido em gás natural de qualidade, seguindo de forma normal para as casas das pessoas de cinco bairros da cidade.
O projecto foi anunciado em Dezembro e, para além de dar um destino lógico à quantidade de comida desperdiçada, ajudará a reduzir as emissões de CO2 no equivalente a retirar 19 mil carros das ruas por ano.
Os restos de comida serão recolhidos de 200 escolas públicas, sobretudo de Brooklyn. Se o programa for bem sucedido, a cidade recolherá os desperdícios alimentares de outras 200 escolas da metrópole e de mais de 100 mil casas.
“Até agora, limitávamo-nos a enterrar a comida. Ao investir na compostagem e gestão de resíduos alimentares, podemos ajudar o melhor o ambiente para os nossos netos”, explicou ao Daily News o comissário de higiene de Nova Iorque, John Doherty.

7 de janeiro de 2014

Ventos gélidos perigosos nos Estados Unidos

O vórtice polar que está a atingir os Estados Unidos deverá bater recordes históricos na costa este, entre hoje e amanhã, com a continuação da descida das temperaturas, juntamento com o vento forte, a provocar em alguns pontos uma sensação térmica de menos 50 graus centígrados.
Parte do país prepara-se para a jornada mais fria dos últimos quarenta anos. A vaga de frio polar está a mover-se para este e para sul, chegando aos Estados do Texas e da Flórida.
A meteorologia norte-americana está a advertir contra os "perigosos ventos gélidos", prevendo que a situação afecte cerca de 187 milhões de pessoas ao longo do país.
A cidade de Babbitt, no Estado Minnesota, foi ontem o local mais frio com as temperaturas a descerem até aos 38,3 graus negativos.

Mais de 30 mil sem eletricidade


Em Chicago, onde foram registados menos 27 graus, combustíveis congelaram obrigando ao cancelamento de voos. No total, milhares de voos foram cancelados em todo o país devido às condições meteorológicas extremas. 
Mais de 30 mil pessoas estavam ontem à noite sem energia eléctrica no Estado de Indiana onde se fizerem sentir menos 15 graus. Os responsáveis pelo fornecimento de energia estavam a tentar resolver a situação, mas avisaram que algumas pessoas iriam continuar sem electricidade durante os próximos dias.
"O frio é um verdadeiro assassino por aqui. Sem as roupas adequadas pode morrer-se em 10 minutos", declarou o mayor de Fort Wayne, capital do Estado.
A vaga de frio polar, acompanhada de neve e de chuva gelada, já provocou uma dezena de mortos numa semana.
Escolas e empresas permanecem fechadas em inúmeros pontos do país, com as populações a serem aconselhadas a permanecerem em casa. Nova Iorque continua em estado de emergência.

O que é um vórtice polar?
Também conhecido como um ciclone do Árctico ou como um ciclone sub-polar, um vórtice polar é ciclone persistente e de grande dimensão.
Normalmente ocorre e mantém-se junto do pólo norte ou do pólo sul, mas quando se divide em dois pode chegar a outros pontos do planeta.
O ar frio é tão denso que quando libertado pode atingir zonas muito distantes, sendo raro chegar a zonas de grande densidade populacional, como está a ocorrer agora na América.
No Lincoln Park Zoo de Chicago o frio foi tão forte que os ursos polares foram retirados do exterior.
Os meteorologistas prevêem contudo que após as temperaturas mínimas históricas previstas para as próximas horas, a situação irá melhorar.