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19 de julho de 2013

Professores de Geografia pedem acesso ao superior com base nas notas da 2.ª fase

- Docentes criticam teor da prova que quase 20 mil alunos realizaram na primeira fase dos exames nacionais.
 
- A média a Geografia na 1.ª fase ficou-se pelos 9,4 valores numa escala de zero a 20.
 
A direção da Associação de Professores de Geografia (APG) pediu nesta quarta-feira que os alunos do ensino secundário que hoje estão no 11.º ano possam usar em 2014, para efeitos de candidatura à primeira fase do ensino superior, a classificação que obtiverem na prova que fizeram ontem, na 2.ª chamada de exames. Esta última prova, que a APG considera ter sido “acessível e dentro dos parâmetros habituais”, foi realizada por 5350 alunos; a primeira, que a APG critica, foi feita por 19.757 estudantes.
Em causa está o facto de a primeira fase de exames ter passado a ser obrigatória para todos e de a segunda ter ficado reservada a casos excecionais

Aquela alteração fez com que os alunos que pretendem candidatar-se a cursos que têm, por exemplo, Geografia como prova de ingresso, passassem a ganhar muito pouco em melhorar a nota na segunda fase de exames. Isto porque o resultado obtido permite alterar a classificação interna, mas só pode ser usado na candidatura ao ensino superior na segunda fase, quando a maioria das vagas já estão preenchidas.

Hoje, Emília Sande Lemos, dirigente da APG, admitiu que “teria sido preferível” ter divulgado o apelo (que tem data de dia 12) a tempo de todos os alunos se poderem inscrever na segunda fase de exames. Explicou que, por um lado, “a associação pretendia que o comunicado chegasse ao Ministério da Educação e Ciência antes de ser tornado público”. “Por outro lado”, disse, não se lembrou “de o fazer antes”.

Caso o MEC acedesse ao pedido da APG, os alunos que foram à primeira fase de exames, em que a média baixou de 10,3 para 9,4 valores, ficariam em desigualdade de circunstâncias face aos que se inscreveram para a segunda fase. Isto, por terem duas oportunidades e por a segunda prova ser, segundo a APG, “acessível”. Algo que a dirigente admite mas pelo qual diz não se sentir “culpabilizada”: “Apenas quisemos ser pedagógicos e chamar a atenção para os problemas da prova da 1.ª fase”, sublinhou.