A China vai tornar menos rígido o controlo
de nascimentos feitor através da política do filho único, lançada em 1979,
anunciou esta sexta-feira a agência de notícias oficial Nova China (Xinhua em
mandarim).
Segundo a Nova China, está é "uma grande decisão" revelada esta sexta-feira
pelo Partido Comunista chinês. A China é, atualmente, o país mais populoso do
mundo, com cerca de 1,3 mil milhões de habitantes. "A política dos nascimentos
será ajustada e melhorada progressivamente para promover o equilíbrio a longo
prazo da população da China".
Além desta medida, refere ainda a mesma agência noticiosa chinesa, a China
vai abolir o seu sistema de "reeducação pelo trabalho". Segundo esta medida as
pessoas podiam ser enviadas durante anos para campos sem terem tido direito a
julgamento nem a uma decisão da justiça.
O sistema de reeducação pelo trabalho, laojiao em mandarim, é impopular e
utilizado pela polícia contra delinquentes, mas também pelas autoridades locais
contra qualquer contestatário de que queira livrar-se. Por simples decisão da
polícia, um tal sistema permite enviar pessoas para estes campos durante pelo
menos quatro anos, sem ser preciso, para isso, passar pelos tribunais.
Introduzidos no tempo de Mao Tsé-tung em 1957, o sistema é vivamente
contestado por causa dos abusos que permite, nomeadamente por parte de quadros
locais que procuram silenciar os seus opositores ou os internautas que os
criticam ou denunciam os seus abusos. Segundo um relatório publicado pelas
Nações Unidas em 2009, havia 190 mil pessoas detidas na China neste tipo de
campos.
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