A civilização humana é extremamente dependente das fontes de
energéticas e estas são dos maiores problemas da civilização, uma vez
que os combustíveis fósseis estão a esgotar-se e são poluentes – as
consequências de décadas de consumo desmesurado destas fontes começam
agora a sentir-se -, a produção de energia renovável ainda não é
suficiente para satisfazer as necessidades da populaç
A produção de energia através da fusão nuclear é trabalhada há vários
anos, para que se consiga atingir uma fonte energética barata, limpa e
com um potencial inesgotável, ou seja uma fonte rentável.
A fusão nuclear é processo através do qual dois ou mais núcleos
atómicos se juntam e formam um outro núcleo de maior número atómico.
Este processo requer muita energia e, geralmente, liberta muito mais
energia do que a que consome e acontece de forma natural nas estrelas. O
processo ocorre quando elevadas pressões e temperaturas aliadas a uma
grande densidade de matéria obrigam a que o núcleo de dois átomos de
hidrogénio se fundam para produzir um átomo de hélio e um neutrão. O
resultado desta fusão liberta energia, o que gera reacções em cadeia e é
o processo de fusão mais comum.
Nos reactores nucleares, os cientistas optaram por elementos
diferentes, já que seria necessário esperar muito tempo para se observar
a colisão de dois átomos de hidrogénio. Para obter um processo mais
rápido são normalmente utilizados deutério e trítio – dois isótopos do
hidrogénio (elementos que têm o mesmo número de protões mas diferente
número de neutrões).
Apesar de o processo ser estudado há anos, ainda não foi encontrada
uma forma de controlar a fusão nuclear, ao contrário da fissão –
processo em que dois núcleos se desagregam e dão origem a um elemento
químico mais leve. Contudo, uma equipa norte-americana conseguiu, pela
primeira vez, produzir mais energia através da fusão do que a que
necessitou para iniciar o processo de reacção.
Sem comentários:
Enviar um comentário