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27 de junho de 2014

Avanço na fusão nuclear aumenta esperança de energia limpa ilimitada

A civilização humana é extremamente dependente das fontes de energéticas e estas são dos maiores problemas da civilização, uma vez que os combustíveis fósseis estão a esgotar-se e são poluentes – as consequências de décadas de consumo desmesurado destas fontes começam agora a sentir-se -, a produção de energia renovável ainda não é suficiente para satisfazer as necessidades da populaç
ão e a energia nuclear tem-se revelado desastrosa – recorde-se os desastres de Chernobil e Fukushima.
A produção de energia através da fusão nuclear é trabalhada há vários anos, para que se consiga atingir uma fonte energética barata, limpa e com um potencial inesgotável, ou seja uma fonte rentável.
A fusão nuclear é processo através do qual dois ou mais núcleos atómicos se juntam e formam um outro núcleo de maior número atómico. Este processo requer muita energia e, geralmente, liberta muito mais energia do que a que consome e acontece de forma natural nas estrelas. O processo ocorre quando elevadas pressões e temperaturas aliadas a uma grande densidade de matéria obrigam a que o núcleo de dois átomos de hidrogénio se fundam para produzir um átomo de hélio e um neutrão. O resultado desta fusão liberta energia, o que gera reacções em cadeia e é o processo de fusão mais comum.
Nos reactores nucleares, os cientistas optaram por elementos diferentes, já que seria necessário esperar muito tempo para se observar a colisão de dois átomos de hidrogénio. Para obter um processo mais rápido são normalmente utilizados deutério e trítio – dois isótopos do hidrogénio (elementos que têm o mesmo número de protões mas diferente número de neutrões).
Apesar de o processo ser estudado há anos, ainda não foi encontrada uma forma de controlar a fusão nuclear, ao contrário da fissão – processo em que dois núcleos se desagregam e dão origem a um elemento químico mais leve. Contudo, uma equipa norte-americana conseguiu, pela primeira vez, produzir mais energia através da fusão do que a que necessitou para iniciar o processo de reacção.

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